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Brasil Planeja Retomada da Importação de Energia da Venezuela para Roraima

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A retomada da importação de energia elétrica da Venezuela pelo Brasil está em curso após mais de quatro anos de interrupção. A medida visa reduzir os custos de atendimento aos consumidores em Roraima, o único estado brasileiro não conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O Ministério de Minas e Energia e a Âmbar, empresa do grupo J&F habilitada para operar nesse mercado, afirmam que a importação trará benefícios tanto para os consumidores quanto para o estado, e a expectativa é iniciar o processo em breve.

Entretanto, um recente levantamento da Folha de S.Paulo apontou que os valores previstos para a importação da energia venezuelana agora são consideravelmente superiores aos do contrato vigente entre os países até 2019, que chegavam a até 28 dólares/MWh.

Roraima, por não estar conectada ao SIN, depende majoritariamente de geração local de energia por usinas termelétricas a diesel, mais dispendiosas. O custo para abastecer a região com energia gerada a partir de óleo diesel chega a 1.700 reais o megawatt-hora (MWh). Com a importação da energia venezuelana, espera-se uma significativa redução desses custos.

A interrupção da importação de energia da Venezuela em 2019, durante o governo Bolsonaro, resultou no abastecimento exclusivo por geração local em Roraima, com usinas termelétricas a diesel subsidiadas pela Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). Isso impactou na conta de luz dos consumidores, culminando em um orçamento da CCC em 12 bilhões de reais somente em 2023.

O retorno da importação da energia da Venezuela promete reduzir consideravelmente os custos de geração a óleo diesel para Roraima, conforme o Ministério de Minas e Energia. A Âmbar, habilitada para operar nesse mercado, afirma oferecer energia a um preço médio 50% menor que o atualmente pago pelos consumidores, trazendo benefícios econômicos e ambientais para a região. A expectativa é de início iminente desse processo.

Apesar da economia prevista de R$ 1 bilhão, o acordo foi criticado por não equiparar ao anterior, que estabelecia a compra de energia da hidrelétrica de Guri a menos de R$ 140 por MWh. Segundo ata do CMSE, os preços propostos pela empresa para a operação variam de 1.080,00 reais/MWh a 900 reais/MWh para diferentes volumes de energia importada.

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