POLÍTICA

Senador Marcos do Val deixa o Brasil por Manaus usando passaporte diplomático

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O senador Marcos do Val (Podemos-ES) deixou o Brasil na última quarta-feira (23) partindo do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus (AM), com destino aos Estados Unidos, utilizando um passaporte diplomático. A viagem foi feita mesmo após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter determinado, em fevereiro deste ano, a apreensão de seus documentos e a proibição de deixar o país sem autorização.

De acordo com apuração do G1 e outros veículos nacionais, a saída do parlamentar do território brasileiro ocorreu sem que o Supremo fosse comunicado de forma oficial, e utilizando o documento diplomático que, segundo o senador, continua válido até 2027.


🚨 Decisão judicial previa bloqueio de passaportes

O ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito que investiga Marcos do Val por suspeitas de obstrução de Justiça, tentativa de intimidação a autoridades e divulgação de informações sigilosas, havia negado autorização para a viagem no dia 16 de julho.

Na decisão, Moraes reiterou que a restrição de saída do país estava mantida, como parte das medidas cautelares impostas no curso da investigação. Além disso, havia uma ordem para a retenção de todos os passaportes do parlamentar, incluindo o diplomático, o que não foi cumprido até o momento da viagem.


✈️ Viagem por Manaus e destino internacional

A opção por Manaus como ponto de saída chamou atenção, uma vez que a maioria dos parlamentares embarca por Brasília, Rio de Janeiro ou São Paulo. A estratégia teria sido usada para evitar maior exposição no embarque.

Segundo testemunhas e registros de fronteira, Marcos do Val embarcou normalmente e não foi impedido de deixar o país, já que o passaporte diplomático ainda estava ativo e não havia alerta formal nos sistemas de controle de imigração.


🗣️ O que diz o senador

Por meio de nota divulgada à imprensa, Marcos do Val negou ter descumprido qualquer ordem judicial e afirmou que sua viagem estava devidamente comunicada ao Senado Federal, ao STF e ao Itamaraty, com todos os dados do roteiro, hospedagens e passagens.

“Tenho passaporte diplomático válido até 31 de julho de 2027 e nenhuma decisão judicial que impeça sua utilização”, afirmou o parlamentar.

Ele também classificou a decisão de Moraes como “ilegal” e “monocrática”, por supostamente não ter passado pelo plenário do Supremo e violar garantias parlamentares.


🔍 Investigação em andamento

O senador é alvo de investigação no STF por envolvimento em possíveis tentativas de interferência em apurações da Polícia Federal e no processo eleitoral. A investigação apura, entre outros pontos, se ele participou de articulações antidemocráticas e se tentou intimidar agentes públicos durante o exercício de suas funções.

Com a revelação da viagem, a expectativa é que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o próprio STF analisem se houve descumprimento de medidas cautelares, o que poderia levar a novas sanções ou até à prisão preventiva do parlamentar, caso fique comprovado que houve má-fé ou tentativa de obstrução.


📌 Repercussão e próximos passos

Até o momento, o Senado Federal não se manifestou oficialmente sobre a viagem. Parlamentares da oposição cobram explicações e consideram apresentar representações no Conselho de Ética. Já aliados do senador afirmam que ele agiu dentro da legalidade.

Internamente, o STF analisa se a viagem configura descumprimento de decisão judicial. Caso fique comprovada a violação, o ministro Alexandre de Moraes poderá adotar novas medidas, incluindo a cassação definitiva do passaporte diplomático.


📅 Linha do tempo

  • Fevereiro/2025 – STF determina apreensão dos passaportes e proíbe viagem internacional.
  • 16/07/2025 – Ministro Moraes nega pedido de viagem de Marcos do Val aos EUA.
  • 23/07/2025 – Senador embarca por Manaus com passaporte diplomático.
  • 26/07/2025 – Viagem vem à tona e gera repercussão política e jurídica.

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