POLÍTICA

‘Tarifaço’: em semana decisiva, Mauro Vieira chega aos EUA em sinal de disposição para diálogo

Oficialmente, agenda do chanceler brasileiro será em Nova York e abordará a questão palestina, mas ministro poderá ir a Washington se governo americano demonstrar interesse.

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O chanceler Mauro Vieira — Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Em uma semana decisiva para o Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, desembarcou neste domingo (27) nos Estados Unidos e poderá ir a Washington discutir uma saída para o tarifaço se o governo americano demonstrar interesse em dialogar.

O presidente Donald Trump anunciou que taxaria em 50% os produtos brasileiros em retaliação ao tratamento dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, seu aliado. A tarifa começa a valer em 1º de agosto.

O presidente Donald Trump anunciou que taxaria em 50% os produtos brasileiros em retaliação ao tratamento dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, seu aliado. A tarifa começa a valer em 1º de agosto.

Bolsonaro é réu em uma ação penal que apura uma tentativa de golpe de Estado em 2022. Trump chamou o processo contra Bolsonaro de “caça às bruxas” e foi acusado por senadores democratas de “abuso de poder” por tentar interferir na Justiça brasileira.

Comitiva

Além dos esforços do Itamaraty, uma comitiva de 8 senadores brasileiros está em Washington para uma série de reuniões sobre o tarifaço de Trump.

Integram o grupo:

  • Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado;
  • Tereza Cristina (PP-MS), vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado;
  • Jacques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado;
  • Marcos Pontes (PL-SP), vice-presidente do grupo parlamentar Brasil-EUA;
  • Rogério Carvalho (PT-SE);
  • Carlos Viana (Podemos-MG);
  • Fernando Farias (MDB-AL);
  • Esperidião Amin (PP-SC).


Os parlamentares permanecerão nos EUA pelo menos até quarta-feira. Na agenda, estão programados encontros com líderes empresariais, parlamentares americanos e representantes da sociedade civil.

Fonte: g1

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