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Oriente Médio em chamas: Irã e EUA elevam o tom e o mundo teme reflexos no petróleo

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A escalada de retórica entre os Estados Unidos e o Irã tem elevado a tensão no Oriente Médio, com potenciais repercussões significativas para o mercado internacional de petróleo e a estabilidade de outras nações na região.

Em resposta às ameaças americanas, que incluem o envio do porta-aviões Abraham Lincoln para o Oriente Médio e a possibilidade de ataques severos caso o Irã não negocie um acordo para não desenvolver armas nucleares, Teerã tem intensificado sua posição. O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou que “o tempo está se esgotando”, enquanto o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, negou ter solicitado negociações ou ter entrado em contato com o enviado especial americano, Steve Witkof.

A situação se agrava com a realização de exercícios militares pelo Irã no Estreito de Ormuz, uma rota crucial por onde transita aproximadamente 20% do petróleo mundial. Essa movimentação levanta preocupações sobre um possível fechamento do estreito, o que poderia impactar severamente a economia global, considerando que o Irã detém a terceira maior reserva de petróleo e é o quinto maior produtor mundial. Países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait, também membros da Opep e localizados no Golfo Pérsico, podem sentir os efeitos.

Analistas já observam um aumento no preço do barril de petróleo, atribuído à possibilidade de o Irã ser alvo de ações militares. Paralelamente, a pressão internacional sobre o Irã coincide com um aumento de protestos internos contra o regime, iniciados em 2026. Segundo relatos de direitos humanos, milhares de pessoas foram mortas e dezenas de milhares presas em confrontos entre manifestantes e forças de segurança. Os protestos refletem descontentamento com a falta de liberdade política, o alto custo de vida agravado por sanções americanas e a interferência estrangeira, segundo o governo iraniano.

Em meio a essa instabilidade, surgem informações de que os EUA estariam considerando ataques direcionados a forças de segurança e líderes iranianos, visando incentivar a derrubada do governo. Em contrapartida, o Irã ameaça atacar bases americanas em países vizinhos. A repressão aos protestos também gerou sanções adicionais de países europeus, que classificaram a Guarda Revolucionária Iraniana como organização terrorista, em linha com a declaração da chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, de que “qualquer regime que mata milhares de pessoas do próprio povo está a trabalhar para a própria queda”.

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