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Estupro coletivo: MPRJ não viu necessidade de internar menor investigado

Manifestação da promotoria ao pedido de apreensão do adolescente pela polícia apontou que ele não tinha outras anotações. Pelo menos 2 menores afirmam que o rapaz as atraiu para o local dos abusos.

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Polícia apura estupro coletivo contra adolescente em Copacabana e buscas por 4 homens e 1 menor — Foto: Reprodução

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) não viu necessidade de mandar internar o menor investigado em pelo menos 2 casos de estupro coletivo.

Em manifestação enviada na última segunda-feira (2) à Vara da Infância e da Juventude sobre o caso da garota que denunciou um abuso em Copacabana, o promotor Carlos Marcelo Messenberg, da 1ª Promotoria da Infância e da Juventude Infracional da capital, pediu que a Justiça negasse o pedido de apreensão desse menor.

Àquela altura, a 1ª Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente já tinha determinado a prisão dos 4 maiores de idade — os mandados foram expedidos no sábado (28).

O próprio MPRJ, entretanto, opinou pela prisão dos adultos, conforme denúncia de Maria Fernanda Dias Mergulhão, da 2ª Promotoria de Investigação Penal de Violência Doméstica da Área Centro do Núcleo Rio de Janeiro.

A Justiça aceitou a denúncia de Maria Fernanda e tornou os 4 adultos réus por estupro coletivo e por cárcere privado.

Até a última atualização desta reportagem, 3 maiores de idade haviam se entregado, e 1 estava foragido. A Justiça ainda não decidiu se manda internar esse menor ou não.

Entenda a decisão do MPRJ

Como no grupo há 4 adultos e o adolescente de 17 anos, o processo do abuso de Copacabana teve de ser desmembrado, pois o trâmite envolvendo menores infratores é diferente — e nunca divulga nomes. Legalmente, quem tem menos de 18 anos não comete crimes, mas atos infracionais, e o equivalente à prisão é a internação socioeducativa.

No fim de semana, a Polícia Civil enviou ao MPRJ uma representação em que pedia a busca e apreensão desse adolescente.

Cabe a um promotor avaliar o pedido e manifestar sua opinião à Justiça. O MPRJ pode concordar ou discordar, mas o juiz não necessariamente precisa seguir esse parecer.

Messenberg escreveu que “a internação provisória somente será admitida quando demonstrada a sua necessidade imperiosa”.

“No caso concreto, não há elementos nos autos que demonstrem a necessidade imperiosa da internação provisória do representado [o menor]”, destacou.

“Além disso, o representado não tem outra anotação de ato infracional e, portanto, não é necessária a sua internação provisória para a garantia da ordem pública”, prosseguiu.

Ainda que tenha surgido outra queixa contra ele, no momento da avaliação pelo MPRJ só havia 1 inquérito enviado pela polícia — o de Copacabana.

“Assim, diante da desnecessidade, a decretação da internação provisória do representado configuraria antecipação de medida socioeducativa restritiva de liberdade”, emendou. “Isto posto, requer o Ministério Público o indeferimento da representação de busca e apreensão do representado.”

As denúncias contra o menor

Esse adolescente, aluno afastado do Colégio Pedro II — um dos mais tradicionais do Rio, é alvo de 2 denúncias de estupro coletivo. Duas meninas afirmam que ele as atraiu para os locais onde foram violentadas.

O 1º caso é o da jovem de 17 anos. Ela contou que tinha se relacionado com esse rapaz no passado e que havia recebido, em 31 de janeiro, um convite dele para sair. Ela aceitou e, ao chegar ao apartamento em Copacabana, viu os amigos dele.

Essa adolescente conta que consentiu apenas em fazer sexo com o ex e que, diante da insistência dele, concordou que os outros assistissem. Segundo ela, todos se despiram e passaram a violentá-la.

O 2º caso é o da menina que, à época dos fatos, tinha 14 anos. Ela afirma que foi convidada pelo menor, com quem também teve um relacionamento anterior, para ir a um apartamento — ela não se recorda o endereço.

Lá estavam amigos do ex, entre eles Mattheus Veríssimo Zoel Martins, que aparece no inquérito de Copacabana. A menina narra que pelo menos 3 rapazes a estupraram e a agrediram. O ato, segundo ela, foi filmado, e posteriormente as imagens foram divulgadas.

Fonte: g1

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