POLÍCIA
Operação Sentinela tem dois PMs presos por fuga em presídio militar de Manaus
Prisões são novo desdobramento do caso que revelou saída irregular de 23 custodiados no Núcleo Prisional da PMAM, acontecido em 27 de fevereiro
A Operação Sentinela, deflagrada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) na manhã desta terça-feira (17), resultou na prisão preventiva de dois policiais militares suspeitos de facilitar a fuga de custodiados do Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), na zona Norte de Manaus.
A medida é um desdobramento direto das investigações sobre o caso ocorrido em 27 de fevereiro, quando 23 presos militares deixaram a unidade sem autorização. Segundo a 60ª Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública, os dois PMs presos nesta fase estavam de serviço na guarda do local no dia da evasão.
Além das prisões, a Justiça também expediu dois mandados de busca e apreensão, cumpridos durante a operação com apoio da Diretoria de Justiça e Disciplina da PMAM e da Polícia Judiciária Militar.
De acordo com o MP, há indícios de que a ausência dos custodiados, identificada durante uma revista extraordinária, tenha sido facilitada pelos militares. Com base nos elementos reunidos, o órgão solicitou as medidas cautelares para garantir o andamento das investigações e preservar a ordem e a disciplina no ambiente militar.
“As medidas cautelares deferidas têm por finalidade assegurar a adequada apuração dos fatos, ainda em curso, a preservação da ordem pública, bem como da hierarquia e disciplina do ambiente militar. Os mandados judiciais foram cumpridos com o apoio da Diretoria de Justiça e Disciplina da Polícia Militar do Estado do Amazonas (PMAM), a Polícia Judiciária Militar”, informou o promotor titular da 60ª, Armando Gurgel Maia.
As diligências seguem em andamento e buscam esclarecer completamente o caso, além de identificar outros possíveis envolvidos.
Antes desta fase da operação, o ex-major Galeno Edmilson de Souza Jales, que era responsável pelo núcleo prisional, já havia sido preso preventivamente e posteriormente excluído da corporação, em meio às apurações sobre as irregularidades.
O Ministério Público destacou que as investigações continuam e que os envolvidos têm garantidos o contraditório e a ampla defesa.
Fonte: A Crítica