INTERNACIONAL
EUA e Irã devem assinar acordo de paz em 24h, diz premiê do Paquistão
Segundo o governo do Paquistão, que media as negociações entre EUA e Irã, acordo de paz deve ser seguido por conversas em nível técnico
O Paquistão, principal mediador das negociações entre Estados Unidos e Irã, disse que o acordo de paz entre os dois países deve ser assinado nas próximas 24 horas. A informação foi divulgada neste sábado (13/6) pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif.
“Estamos mais próximos de um acordo de paz do que nunca antes. Com a finalização provavelmente esperada nas próximas 24 horas, o Paquistão se prepara para a assinatura eletrônica do acordo de paz imediatamente depois, seguida por conversas em nível técnico na próxima semana”, disse o premiê em um comunicado publicado na rede social X.
Na sexta-feira (13/6), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o possível acordo com os EUA “nunca esteve tão próximo”.
Em entrevista à televisão estatal iraniana, o diplomata esclareceu que o pacto de paz será dividido em duas fases, começando pela assinatura de um memorando de entendimento entre os dois países. O documento serve como uma base inicial para os termos de um acordo mais amplo.
Entre os pontos previstos na fase inicial do acordo, estão: a reabertura do Estreito de Ormuz e a implementação de um sistema de taxas controlada pelo Irã no local; o fim da guerra no Líbano e a retirada de tropas israelenses do país; o desbloqueio de ativos iranianos congelados; e o fim do bloqueio dos EUA contra portos do Irã.
O lado norte-americano afirma que a proposta de paz também prevê o desmantelamento do programa nuclear do país persa — um dos pontos usados como justificativa pelos EUA para o início da guerra em fevereiro.
Araghchi, contudo, disse que a questão nuclear não deve fazer parte da primeira fase do acordo, e só deve ser discutida posteriormente. Na entrevista para a TV estatal iraniana, o chanceler não deixou claro se o Irã vai aceitar uma das exigências da administração de Donald Trump sobre o assunto: a transferência e destruição dos estoques de urânio enriquecido do país.
Segundo o ministro iraniano, caso a proposta de diluição do material — que pode ser empregado na criação de armas nucleares — avance, o processo será feito dentro do próprio Irã, e não “em outro país”, como desejam os EUA.
Fonte: Metrópoles