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Justiça solta policial apontado como ‘piloto de fuga’ em roubo de ouro de R$ 50 milhões no AM

Juiz revogou a prisão preventiva por entender que houve excesso de prazo na conclusão do inquérito.

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Foto: Divulgação

O policial civil Luciano de Souza Granjeiro, apontado pela Polícia Federal (PF) como o “piloto de fuga” no roubo de uma carga de ouro avaliada em cerca de R$ 50 milhões, deixou a prisão por decisão da Justiça Federal em Manaus.

Luciano estava preso preventivamente desde 9 de junho. No entanto, o juiz federal Thadeu José Piragibe Afonso revogou a prisão ao considerar que houve excesso de prazo para a conclusão das investigações e para o eventual oferecimento de denúncia pelo Ministério Público Federal (MPF).

Além disso, o magistrado acolheu parcialmente o pedido da defesa. Segundo a decisão, o investigador permaneceu preso por quase 30 dias sem a conclusão do inquérito e sem o oferecimento de denúncia.

De acordo com a Polícia Federal, Luciano Granjeiro teria atuado como o “piloto” da viatura oficial usada para transportar a carga de ouro durante o assalto investigado pela corporação.

A Polícia Federal prendeu o investigador durante a Operação Piloto de Fuga, desdobramento da Operação Auxílio Criminoso. A investigação apura a atuação de agentes públicos e de outros suspeitos em um esquema de roubo e ocultação de ouro extraído ilegalmente.

Na decisão, o juiz afirmou que, embora a investigação seja complexa, a demora não ocorreu por culpa da defesa. Além disso, destacou que o policial apresentou elementos para sustentar sua versão dos fatos, como álibis e registros de acesso a uma academia.

“Se o Estado ainda não reuniu elementos suficientes para iniciar a ação penal, não se mostra razoável que o cidadão continue a suportar a medida mais gravosa de restrição de liberdade”, afirmou o juiz.

Policial continuará afastado do cargo

Apesar de deixar a prisão, Luciano Granjeiro terá de cumprir uma série de medidas cautelares. A Justiça também determinou o afastamento dele das funções na Polícia Civil. Além disso, o investigador entregou a arma institucional, o distintivo e os demais equipamentos funcionais.

Ele também está proibido de manter contato com outros investigados, testemunhas e familiares envolvidos no caso. Da mesma forma, deverá comparecer mensalmente à Justiça Federal para informar suas atividades. Ainda não poderá mudar de endereço sem autorização judicial.

Por fim, a decisão determina que o descumprimento de qualquer medida cautelar poderá resultar em uma nova prisão preventiva.

Relembre o caso

A investigação teve início após a apreensão de 77 quilos de ouro ilegal, avaliados em aproximadamente R$ 50 milhões, em outubro de 2025.

Na primeira fase da operação, a Polícia Federal prendeu em flagrante dois policiais militares e um policial civil em uma casa em Manaus. Eles são suspeitos de tentar roubar a carga. Posteriormente, os investigadores identificaram Luciano Granjeiro como o quarto integrante do grupo investigado.

Foto: Divulgação

Fonte: Em Tempo

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