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Mãe de bebê morta diz que suspeito dormiu por cima do braço da criança

Bebê de 10 meses morreu vítima de violência sexual, na segunda-feira (13/7), em Fortaleza (CE). Padrasto e primo dele são suspeitos

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Foto: Reprodução / Portal GC Mais

A mãe de Helena, bebê de 10 meses que morreu na segunda-feira (13/7) com suspeita de ter sido vítima de violência sexual, em Fortaleza (CE), revelou detalhes dos momentos que antecederam o óbito da filha. Emocionada, Ysabelle Rodrigues afirmou que Helena era sua única filha e pediu respostas sobre o caso.

“Quem me conhece sabe o tanto que eu desejei ela. Eu preciso e quero respostas. Eu não sou culpada pela morte da minha filha. Eu desejei muito essa menina. A maior condenação é a dor que eu estou sentindo”, declarou Ysabelle, em entrevista ao portal GC Mais.

Dois suspeitos foram presos após a morte da criança: Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, apontado como companheiro recente de Ysabelle, e o primo dele, Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos. As prisões em flagrante foram convertidas em preventivas pela Justiça.

A defesa de Francisco Ray nega autoria do réu no crime (confira nota no fim da matéria).

“Eu apaguei e acordei com ela em uma posição diferente”

Ysabelle contou na entrevista que havia passado o dia com a filha em uma piscina durante uma comemoração do aniversário do avô e do tio. Segundo a mãe, após o evento, um amigo de infância a convidou para continuar a confraternização no apartamento de um primo.

“Eu não ‘trisquei’ em uma gota de bebida, lembro de tudo que aconteceu”, relatou. Ela afirmou que, durante a noite, brincou com Helena e depois foi dormir com a filha em uma rede.

Ainda conforme a mãe, em determinado momento, Roberto Levy teria reagido de forma agressiva após ela pedir água. Ysabelle disse que ele teria arremessado um copo, que caiu próximo à criança, que naquele momento estava na cama. “Ele ainda deitou em cima do braço dela. Eu a puxei e a coloquei no meio para ela não cair e, caso ela se mexesse, eu sentisse. Só que, desde então, eu apaguei”, afirmou.

A mãe disse que, ao acordar, percebeu que a filha estava em uma posição diferente da habitual e que Roberto estaria sobre a cabeça da criança. “Ele estava em cima da cabeça da minha filha. Eu empurrei ele e saí correndo desesperada”, relatou.

Investigação

Segundo a Polícia Civil do Ceará, a mãe relatou em depoimento que participava de uma festa em um apartamento quando percebeu que Helena passava mal. Inicialmente, ela acreditou que a bebê estivesse engasgada.

De acordo com a investigação da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), Ysabelle e Francisco Ray mantinham um relacionamento recente e haviam se conhecido poucos dias antes. O homem, apontado como padrasto da criança, e o primo dele estavam no apartamento quando a bebê passou mal.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a unidade de saúde que atendeu Helena identificou sinais compatíveis com violência sexual. A hipótese de asfixia também é investigada. A causa da morte ainda não foi confirmada oficialmente, e a Polícia Civil aguarda os resultados dos exames periciais.

A Dececa informou que Francisco Ray e Roberto Levy foram conduzidos à delegacia apresentando sinais de embriaguez.


Mais detalhes do caso: 

  • Helena morreu após ser socorrida e encaminhada a uma unidade hospitalar, onde foram identificados indícios compatíveis com violência sexual.
  • O caso ocorreu no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza.
  • A mãe prestou depoimento acompanhada do irmão, tio da criança.
  • Segundo a Dececa, os depoimentos da mãe e do tio serão importantes para reconstruir a dinâmica dos fatos e esclarecer a participação de cada envolvido.
  • Helena foi sepultada na terça-feira (14/7). Durante o velório, Ysabelle passou mal, desmaiou e deixou o local em uma cadeira de rodas.

Desabafo nas redes sociais

Ysabelle Rodrigues também publicou uma mensagem de desabafo nas redes sociais após a morte da filha. Ela afirmou que nenhuma opinião ou julgamento será capaz de superar a dor da perda.

“Nada que falem, nada que julguem vai superar essa dor, filha. Só você sabe o quanto eu te amava. Você é a única pessoa que trazia cor à minha vida. Oh, filha, volta para tua mãe.”

Na publicação, a mãe afirmou que sonhou com a gravidez e que desejava muito a chegada da filha.

“Filha, Deus sabe o quanto eu te desejava, o quanto eu sonhei com você. O tanto que lutamos juntas. Filha, me leva com você. Me tira desse pesadelo, pelo amor de Deus, minha Leninha.”

O que dizem os envolvidos

A defesa de Francisco Ray afirmou, em nota, que o cliente “não estava no mesmo quarto em que a criança dormia”. A advogada Gleicy Kelly Leitão informou que ele se submeteu voluntariamente à coleta de material genético e que a defesa aguarda os resultados dos laudos periciais para o esclarecimento dos fatos.

A reportagem tenta localizar a defesa de Roberto Levy e da mãe da bebê para novos posicionamentos. O espaço permanece aberto para manifestações.

Fonte: Metrópoles

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