POLÍTICA

Progressistas adota neutralidade, e Tereza Cristina não será vice de Flávio Bolsonaro

Senadora chegou a admitir nessa quinta-feira (30) a possibilidade de integrar a chapa do senador à Presidência, mas decisão dependeria do partido. Campanha tem até quarta (5) para definir um nome.

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Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O Partido Progressistas (PP) publicou uma nota, nesta sexta-feira (31), em que anuncia que irá manter neutralidade nas eleições, e que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi comunicada e acatou a decisão.

Líder do partido no Senado, Tereza Cristina foi convidada pelo PL para ser vice na chapa do candidato Flávio Bolsonaro à Presidência. Apesar do anúncio do PP, o senador disse, ao chegar em um evento em São Paulo nesta manhã, que ela tinha aceitado o convite.

Nesta manhã, a sigla formalizou sua posição em nota. “O PP fez consulta aos seus diretórios estaduais e, por maioria, decidiu permanecer na neutralidade no processo eleitoral, reiterando a posição de não convocar Convenção Nacional”, diz o texto.

“A decisão já foi comunicada e acatada pela senadora Tereza Cristina, nossa líder no Senado Federal”, prossegue.

Flávio foi anunciado candidato sem vice

Com isso, o nome para a vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro segue indefinido. Nas últimas semanas, o PL tentou atrair o apoio dafederação União-PP e do Republicanos, mas tem ouvido das legendas que deverão optar pela neutralidade.

O comando da campanha tem até 5 de agosto, prazo final das coligações, para anunciar o vice de Flávio, em uma expectativa de melhora das intenções de voto do senador.

PP já havia sinalizado neutralidade

Na última semnaa, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, já havia comunicado a Flávio que a federação iria optar pela neutralidade na eleição presidencial no primeiro turno, podendo repetir a posição no segundo turno.

Segundo informações do blog do Valdo Cruz, no g1, Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro se falaram na quarta-feira (22). O senador do PL ainda tinha esperança de conseguir fechar uma aliança com Progressistas e União Brasil, mas pesou na decisão dos dois partidos a necessidade de liberar seus correligionários para fecharem alianças estaduais.

Em alguns estados, a federação vai estar ao lado de candidatos da direita, mas em outros pode até apoiar aliados do presidente Lula.

Além das questões regionais, também pesou na decisão o fato de as legendas não estarem animadas com a candidatura de Flávio Bolsonaro, que enfrenta um momento de crise interna.

Os partidos também temem o surgimento de novas acusações de ligações do pré-candidato do PL com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Em 2022, o PP se aliou ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na época, a relação de Ciro Nogueira com Bolsonaro era vista como excelente. Agora, o presidente do PP tem reclamado de Flávio Bolsonaro por não o defender quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF).

Agora, Flávio Bolsonaro tentará uma aliança com o Republicanos, que também fechou aliança com Bolsonaro em 2022. O partido, no entanto, tem dado sinais de que também deve ficar neutro na eleição presidencial.

Fonte: g1

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