POLÍCIA

PF cumpre novo mandado de busca e apreensão contra advogado Nelson Wilians em SP

Advogado é um dos 17 alvos da Operação Arena, que investiga um grupo empresarial do nordeste suspeito de exploração de jogos de azar e de apostas esportivas online. Ação foi autorizada pela Justiça Federal da Paraíba e envolve as empresas PixBet e PixStar.

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FFoto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

A Polícia Federal (PF) realiza uma nova operação na casa do advogado Nelson Wilians, alvo no mês passado de uma operação do Fisco paulista contra fraude no ICMS em São Paulo e no Paraná.

Os agentes federais cumprem mandado de busca e apreensão na mansão do advogado em São Paulo, em decisão tomada pela Justiça Federal da Paraíba.

O mandado faz parte da chamada Operação Arena, que investiga um grupo empresarial do nordeste suspeito de utilizar estrutura societária e financeira no exterior para ocultar a origem e a destinação de recursos provenientes da exploração de jogos de azar e de apostas esportivas.

O principal alvo da ação é a empresa PixBet, da Paraíba. A transação criminosa investigada também envolve a PixStar, empresa fantasma sediada na ilha de Curaçao, no Caribe. A PF detectou pagamentos entre as duas empresas.

Nelson Willians é suspeito de ser o operador financeiro do grupo investigado. Segundo a investigação, ele ocultava bens obtidos pelos criminosos de maneira ilegal, segundo a investigação.

No total, estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba, além de medidas de quebra de sigilo telemático e bancário e sequestro de até R$ 1,1 bilhão, nos estados da Paraíba, de São Paulo, de Sergipe, do Rio de Janeiro e do Paraná.

Segundo a PF, os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de evasão de dívidas, lavagem de dinheiro, além de outros crimes contra o sistema financeiro nacional.

Por meio de nota, o advogado Santiago Schunck – que representa NElson Wilians, disse que a relação entre o escritório de Wilians e a PixBet “é estritamente profissional e decorre da prestação de serviços de advocacia”.

“A atuação do escritório em favor de seus clientes limita-se ao exercício regular da advocacia, não se confundindo com as atividades empresariais por eles desenvolvidas. O escritório repudia qualquer tentativa de associar a atuação profissional de seus advogados às atividades ou condutas atribuídas a seus clientes”, declarou.

“É preciso ter cautela para que o legítimo exercício da advocacia não seja indevidamente criminalizado em razão da natureza ou das atividades daqueles que o advogado representa”, completou.

O g1 tenta contato com a defesa dos demais envolvidos.

Fraude no ICMS em SP

Em 15 de julho, o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA/SP) deflagrou uma operação contra uma organização investigada por suposta venda de créditos falsos de ICMS para reduzir indevidamente o imposto devido ao estado.

O esquema teria sonegado R$ 3,8 bilhões em créditos tributários.

Um dos núcleos principais do grupo investigado é ligado a um grupo econômico do advogado Nelson Wilians, cujo escritório também foi alvo de buscas na ocasião.

Anne Wilians, esposa de Nelson, advogada e sócia dele, também está entre os alvos. Assim como, em Londrina, a advogada Mayra de Paula, que segundo a investigação é “sócia” de Wilians nas fraudes.

Em nota na época, o escritório de Wilians informou que “a gestão das operações mencionadas era de responsabilidade exclusiva do escritório De Paula Advogados & Consultoria Jurídica, sem qualquer vínculo societário ou de controle com o NWADV. Ao identificar inconsistências, o escritório encerrou a parceria e comunicou seus clientes” (veja nota completa abaixo).

indevido de normas administrativas ou de decisões judiciais sem trânsito em julgado para justificar os créditos; apresentação de despachos que seriam falsos, atribuídos a auditores fiscais que não os assinaram; venda de créditos sem relação real com o ICMS, vinculados a empresas sem atividade; uso de “cessões” ou “gerenciamentos” simulados para formalizar o negócio ilícito.

O CIRA/SP abriu 874 Ordens de Serviço Fiscal para analisar cerca de 9.960 lançamentos suspeitos, envolvendo mais de 850 empresas. O comitê afirma que a apuração separa quem agiu de forma consciente do proveito ilícito de quem pode ter sido enganado de boa-fé.

A Secretaria da Fazenda já realizou verificações fiscais que culminaram na lavratura de autos de infração em 752 empresas.

“O Nelson Wilians Advogados esclarece que a gestão das operações mencionadas era de responsabilidade exclusiva do escritório De Paula Advogados & Consultoria Jurídica, sem qualquer vínculo societário ou de controle com o NWADV.

Ao identificar inconsistências, o escritório encerrou a parceria e comunicou seus clientes.

Na medida cumprida nesta data, o NWADV recebeu as autoridades, prestou integral colaboração e permanece à disposição para todos os esclarecimentos necessários.

O NWADV reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética, a transparência e o devido processo legal”.

Nota da Alpha Group:

“A Alpha Group recebeu com absoluta perplexidade e surpresa a informação de que é objeto da investigação denominada Operação Distrato.

Isso porque, a Alpha não compactua com qualquer tipo de irregularidade, negando com veemência a prática de qualquer ilícito fiscal ou penal.

A empresa está à inteira disposição das Autoridades para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários”.

Fonte: g1

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