MANAUS

Qualidade do ar piora em Manaus nesta sexta (14); especialista aponta relação com incêndios

Por volta das 6h, o bairro Parque 10 de Novembro, na Zona Centro-Sul, registrou 37,8 µg/m³ (microgramas por metro cúbico de ar), índice classificado como moderado.

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Foto: Sérgio Andrade

A qualidade do ar apresentou piora em diferentes áreas de Manaus nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (14), segundo o monitoramento do aplicativo Selva. Para o especialista Rodrigo Souza, os incêndios registrados na capital e na Região Metropolitana podem estar relacionados ao aumento da concentração de poluentes.

Por volta das 6h, o bairro Parque 10 de Novembro, na Zona Centro-Sul, registrou 37,8 µg/m³ (microgramas por metro cúbico de ar), índice classificado como moderado. O nível é considerado bom quando fica entre 0 e 25 µg/m³.

Outras áreas da cidade também registraram índices moderados, representados pela cor amarela no sistema de monitoramento. Na Zona Oeste, a região que abrange Ponta Negra e Tarumã registrou 34,1 µg/m³. Na Zona Centro-Sul, o trecho entre Chapada e Adrianópolis chegou a 33,3 µg/m³, enquanto o bairro Aleixo marcou 30,4 µg/m³.

Na Zona Sul, a área entre Aparecida e o Centro registrou 32,0 µg/m³. Já na Zona Leste, o trecho entre Coroado e Armando Mendes chegou a 26,4 µg/m³.

Qualidade do ar piora em Manaus nesta sexta (14) — Foto: Reprodução/Aplicativo Selva

Relação com incêndios

A piora na qualidade do ar ocorre em meio ao avanço dos focos de incêndio em Manaus e nos municípios da Região Metropolitana.

Um deles atingiu o lixão de Iranduba, na quinta-feira (13), horas antes do registro de piora na qualidade do ar na capital. O fogo se espalhou pela área e moradores que vivem nas proximidades denunciaram a situação.

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) confirmou a ocorrência, mas na ocasião, ainda não havia informações sobre as causas do incêndio, a extensão da área atingida ou a necessidade de retirar moradores das proximidades.

Segundo Rodrigo Souza, professor da Escola de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e especialista em qualidade do ar, a fumaça das queimadas no entorno da capital pode ser transportada pelos ventos para a área urbana.

“Provavelmente, sim [tem relação com Iranduba]! Não 100% devido às queimadas de Iranduba, mas tem relação. Além disso, existem queimadas no entorno de Manaus que também comprometem a qualidade do ar”, explicou o especialista em qualidade do ar.

Incêndios em 2026

Segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), Manaus já registra quase 1,2 mil incêndios em 2026. As ocorrências florestais aumentaram mais de 300% em relação ao mesmo período do ano passado.

Apenas nos dois primeiros finais de semana de agosto, foram contabilizados 223 incêndios em áreas de vegetação e florestais na capital.

A fumaça produzida pelos incêndios em municípios vizinhos, como Iranduba, e em áreas de vegetação no entorno de Manaus pode ser levada pelos ventos para a área urbana. Com isso, a concentração de partículas poluentes na atmosfera aumenta e pode prejudicar a respiração dos moradores.

Fonte: g1 AM

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