POLÍTICA
CPI do INSS convoca Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para depor na primeira sessão do ano
O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi convocado para depor no colegiado na próxima quinta-feira, no dia 5 de fevereiro.
Será o primeiro dia de reunião da CPI neste ano.Para apurar falhas: Banco Central abre investigação interna sobre caso MasterReuniões fora de agenda: Vorcaro foi ao Palácio do Planalto ao menos quatro vezes entre 2023 e 2024″
A CPMI seguirá adotando todas as medidas legais cabíveis para assegurar que ninguém se esconda atrás de decisões provisórias e que os fatos sejam plenamente esclarecidos diante do povo brasileiro”, escreveu o parlamentar nas suas redes sociais.
Em dezembro de 2025, a comissão havia aprovado a convocação do empresário assim com a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telemático em meio às investigações sobre fraudes em empréstimos consignados. Os requerimentos foram apresentados por parlamentares.
A CPI quer explicações do CEO do Banco Master sobre a oferta de crédito consignado a aposentados e pensionistas do INSS. Documentos enviados pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) mostram que a instituição figura entre as líderes de reclamações nos últimos anos, especialmente por problemas ligados a crédito consignado.Pânico em Brasília com caso Master:
Nenhuma grande fraude sobrevive sem muitos cúmplicesVorcaro chegou a ser preso na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de irregularidades financeiras praticados pelo Banco Master. A prisão preventiva foi revogada, mas o executivo segue cumprindo medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica.
A CPI do INSS, por sua vez, apura fraude em descontos associativos de aposentadorias e pensões e também tenta avançar sobre possíveis irregularidades na concessão dos consignados.
Segundo os autores dos requerimentos, o acesso às informações financeiras e telemáticas de Vorcaro é considerado essencial para esclarecer o fluxo de recursos e identificar responsáveis pelas irregularidades investigadas.
Fonte: O GLOBO
