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Caso Bruno e Dom: Justiça Federal decide levar “Colômbia” a júri popular por suspeita de ser mandante das mortes

Indigenista e o jornalista britânico desapareceram em 5 de junho de 2022, durante expedição no Vale do Javari, onde foram assassinados a tiros por criminosos.

Publicado

Foto: Rede Amazônica.

A Justiça Federal decidiu que Rubén Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, será julgado por um júri popular pelas mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, assassinados em junho de 2022 no Vale do Javari, no Amazonas.

A decisão foi assinada pela juíza federal Cristina Lazzari Souza no sábado (7). Ela considerou que há elementos suficientes para que o caso seja analisado por jurados.

Bruno e Dom desapareceram quando faziam uma expedição na Amazônia, no território que engloba os municípios de Guajará e Atalaia do Norte. Eles foram vistos pela última vez em 5 de junho de 2022, quando passavam em uma embarcação pela comunidade de São Rafael. De lá, seguiriam para o munícipio de Atalaia do Norte, mas foram mortos.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), “Colômbia” financiava um grupo ligado à pesca ilegal na região e teria participado ou ordenado os assassinatos.

Na decisão, a juíza cita informações reunidas durante a investigação, como registros de ligações telefônicas entre o acusado e suspeitos apontados como autores do crime, além de depoimentos de testemunhas. As investigações também indicam que ele financiava atividades ilegais no Vale do Javari.

A magistrada destacou ainda que Bruno Pereira teria sido alvo de ameaças por causa do trabalho de fiscalização que realizava na região. De acordo com a investigação, as ações do indigenista prejudicavam os interesses do grupo criminoso investigado.

A acusação afirma que “Colômbia” pode ter fornecido as munições usadas no crime, mantido contato frequente com integrantes do grupo antes das mortes e ajudado a coordenar as atividades ilegais investigadas.

Com a decisão, o acusado responderá por homicídio qualificado. No caso de Dom Phillips, a acusação também sustenta que o crime teria sido cometido para facilitar ou esconder outro delito.

Fonte: g1 AM

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