POLÍCIA
Ex-professor de jiu-jitsu de Manaus pega 178 anos de prisão por dopar e abusar de alunos em viagens
Alcenor Alves Soeiro usava a posição de confiança, melatonina e bebidas para cometer os crimes; denúncia coletiva de ex-alunos motivou a Operação Armlock.
A Justiça condenou o ex-professor de jiu-jitsu Alcenor Alves Soeiro, de 57 anos, a 178 anos e 5 meses de prisão por estupro de vulnerável contra vários ex-alunos em Manaus.
Além disso, a decisão judicial impôs 3 anos de detenção, pagamento de multa e indenizações às vítimas. O réu cumpre prisão preventiva desde 2024 e, portanto, perdeu o direito de recorrer da sentença em liberdade.
As investigações começaram logo após uma das vítimas romper o silêncio e denunciar os abusos. Como resultado, esse relato motivou outras vítimas a procurarem a polícia, dando origem a uma denúncia coletiva.
Posteriormente, a ação culminou na prisão do treinador durante a Operação Armlock. De acordo com as provas reunidas no processo, o condenado se aproveitava da posição de confiança que ocupava como professor para se aproximar dos alunos, principalmente jovens em situação de vulnerabilidade.
Professor oferecia presentes e organizava viagens
A sentença aponta que o ex-treinador oferecia presentes, promovia viagens e organizava pernoites na academia para estreitar a relação com as vítimas. Além do mais, a instrução processual demonstrou que ele utilizava melatonina e bebidas alcoólicas para dopar os adolescentes antes de cometer os abusos.
Ao proferir a sentença, a juíza Dinah Câmara Fernandes Abrahão destacou a gravidade dos crimes e os danos causados às vítimas.
“A dignidade sexual, intimidade e integridade corporal são direitos de personalidade protegidos e, no caso em julgamento, ocorreu insofismável violação a todos eles”, afirmou a magistrada.
Por fim, além da pena de prisão em regime inicial fechado, a Justiça determinou o pagamento de indenizações por danos morais.
A maior parte das vítimas deverá receber R$ 50 mil, enquanto em um dos casos a magistrada fixou o valor em R$ 5 mil. Atualmente, o processo segue em segredo de Justiça para preservar a identidade das vítimas.
Fonte: Portal Em Tempo
