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Picolés de carne, frutas e até névoa: como zoológico de Manaus ajuda animais a enfrentar o calor no verão amazônico

Estratégias incluem alimentos congelados, gelo nos bebedouros, aeradores para primatas e banhos de ducha para onças e antas durante o período mais quente do ano.

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Foto: Lucas Macedo/g1 Amazonas

Para amenizar os efeitos do calor intenso em Manaus durante o verão amazônico, o Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs) adotou uma estratégia diferente para cuidar dos cerca de 400 animais que vivem no local: a distribuição de picolés feitos de carne e frutas. A medida faz parte de um conjunto de ações voltadas ao bem-estar dos animais durante o período mais quente do ano.

☀️O verão amazônico é o período de estiagem na Amazônia, caracterizado pela redução das chuvas, temperaturas elevadas e baixa umidade, que ocorre entre os meses de julho e outubro.

O zoológico é administrado pelo Exército Brasileiro e abriga apenas espécies da fauna amazônica. O espaço atua no acolhimento, tratamento e reabilitação de animais resgatados ou apreendidos por órgãos ambientais.

A cada remessa, são produzidos 21 picolés de carne.

  • 🐆 Felinos: 18 unidades para onças-pintadas, onças-pardas, jaguatiricas e gatos selvagens.
  • 🦝 Outros mamíferos carnívoros: três unidades para quatis e furões.
  • 🦅 Aves de rapina: não recebem o alimento congelado.

A distribuição ocorre, em média, três vezes por semana e principalmente entre 14h e 16h30, período em que o calor costuma ser mais intenso.

Para os primatas e espécies herbívoras, também são produzidos picolés à base de frutas.

Como os técnicos identificam o calor nos animais

De acordo com a equipe do zoológico, os sinais de desconforto térmico são observados por meio do comportamento dos animais.

“A gente reconhece pela agitação daquele animal. Conseguimos perceber que ele está um pouco mais inquieto e estressado, o que muito provavelmente é ocasionado pelo excesso de calor”, afirma a tenente Glazi.

Para acompanhar a situação, os profissionais realizam rondas frequentes nos recintos, verificando o nível da água dos bebedouros e das piscinas e fazendo o reabastecimento sempre que necessário.

Névoa de água e banhos ajudam a enfrentar o calor

Além dos picolés, o zoológico reforçou outras medidas para reduzir o impacto das altas temperaturas.

No recinto dos primatas, foram instalados aeradores que lançam uma névoa de água e vento. Segundo a equipe, a solução foi adotada porque as ilhas dos macacos não podem ter árvores muito altas ou galhos que facilitem fugas ou a comunicação entre os recintos.

Já os grandes felinos e as antas recebem banhos de ducha ao longo do dia, principalmente nos horários mais quentes.

Fonte: g1 AM

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