INTERNACIONAL
Número de mortos em inundação no Nepal e China passa de 900
Equipes tentam liberar importante rodovia na fronteira com a China em meio ao risco de novos deslizamentos
O número de mortos após o deslizamento de terra no Nepal subiu para 903, e 4.247 pessoas continuam desaparecidas, segundo balanço divulgado às 9h desta segunda-feira (31), no horário local, pela Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do país. Do lado chinês da fronteira, 16 pessoas morreram e 546 estão desaparecidas na região do porto de Gyirong, segundo o governo regional. Os dados são de sábado (29).
O desastre ocorreu no norte do Nepal em 26 de agosto, após o colapso de uma geleira lançar uma grande quantidade de gelo, rochas, lama e água sobre a região próxima à fronteira com a China. A força do material provocou destruição em poucos minutos. No mesmo dia, o governo do Nepal declarou diversas áreas afetadas como zonas de crise por três meses. A decisão busca facilitar o envio de recursos, a mobilização de equipes e os trabalhos de recuperação.
Equipes tentam liberar acesso pela China
Do lado chinês da fronteira, equipes trabalham para reabrir o principal corredor de acesso ao porto fronteiriço de Gyirong, na Região Autônoma de Xizang. O deslizamento bloqueou trechos da rodovia nacional G216, uma importante ligação terrestre da região.
No domingo (30), o Ministério de Gestão de Emergências da China enviou 110 socorristas e 28 equipamentos pesados da China Anneng, empresa estatal de engenharia e resgate, para retirar os destroços e recuperar a rodovia.
Até o meio-dia desta segunda, os trabalhos de desobstrução haviam avançado cerca de 1,1 quilômetro. As equipes ainda precisam liberar completamente os pontos danificados para restabelecer o acesso.
Os trabalhos enfrentam dificuldades por causa do terreno. Há risco de novas quedas de rochas e deslizamentos, enquanto a forte correnteza provoca erosão no leito da estrada. O espaço estreito no vale também limita o uso de máquinas de grande porte.
Diante das dificuldades, as equipes adaptaram a operação. Caminhões levam pedras até os pontos danificados da estrada, enquanto escavadeiras usam o material para reconstruir e reforçar esses locais.
A equipe da China Anneng deve trabalhar diariamente das 7h à meia-noite. O número de profissionais e o ritmo das operações poderão ser ajustados de acordo com as condições climáticas e do terreno.
Fonte: SBT News
