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“Primeira etapa de um gigante projeto para reconstruir a alma do Centro”, diz Braga no início das obras do novo Porto da Manaus Moderna

Senador vistoriou os trabalhos já em andamento; máquinas operam na área do novo terminal, que vai reorganizar o transporte de passageiros e cargas e terá acesso gratuito para pessoas e veículos.

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Após anos de articulação de Eduardo Braga em torno do projeto, as obras do novo Porto da Manaus Moderna começaram nesta quarta-feira (30). O senador esteve na área onde as máquinas já trabalham e apresentou detalhes do empreendimento, que considera uma das principais obras de infraestrutura para o Amazonas pelo impacto esperado tanto na capital quanto na vida de quem depende diariamente dos rios para viajar entre Manaus e o interior.

“Finalmente, a obra do Porto da Manaus Moderna começou”, afirmou Braga. O senador lembrou que a construção é resultado de uma articulação de vários anos e citou também a participação do senador Omar Aziz, do Governo Federal e de outros envolvidos na viabilização do empreendimento.


Para Braga, o novo porto não significa apenas substituir a estrutura atual. A proposta é mudar a forma como passageiros e mercadorias chegam e saem de Manaus, oferecendo melhores condições principalmente para a população do interior, que utiliza diariamente o transporte fluvial para trabalhar, estudar, buscar atendimento de saúde, visitar a família ou abastecer os municípios.

“É um projeto que a gente sonhava há muitos anos, mas que dependia de um ordenamento da área portuária e de um atendimento mais humanizado aos passageiros que vão e vêm do interior”, disse.

O empreendimento é conduzido pelo DNIT e integra o Novo PAC. O investimento federal atualizado é de aproximadamente R$ 876 milhões. A estrutura foi projetada para movimentar cerca de 3,5 milhões de passageiros por ano, além de cargas fundamentais para o abastecimento do estado.

Braga também relacionou o porto a um projeto maior para devolver força econômica e urbana ao Centro de Manaus, integrando áreas como a Manaus Moderna, Feira da Banana, Mercado Municipal e Roadway.

“Estou hoje anunciando a primeira etapa de um grande, de um gigante projeto de reconstrução da história, da alma do Centro da cidade de Manaus”, afirmou, citando ainda geração de empregos, comércio e turismo entre os efeitos esperados.



Estrutura de grande porte

O projeto ajuda a dimensionar a transformação prevista para a área. Serão aproximadamente 38 mil metros quadrados, divididos entre os setores da Feira da Manaus Moderna e da Feira da Banana. A estrutura oficial inclui terminal de passageiros, terminal de cargas e encomendas, cais flutuantes, pontes metálicas móveis, estacionamentos, áreas administrativas e de fiscalização, estação de tratamento de esgoto, subestação elétrica e espaços de apoio.

Na apresentação feita nesta quarta-feira, Braga explicou que boa parte da estrutura ficará sobre uma grande laje suspensa, sustentada por 1.068 estacas, sem aterro naquela área do Rio Negro.


O material apresentado no local prevê ainda oito pontes móveis, áreas para caminhões, carros, motocicletas e ambulâncias, além de estruturas de atracação capazes de receber embarcações de diferentes portes. O projeto oficial do DNIT foi dimensionado inclusive para embarcações com mais de 80 metros de comprimento.

Braga anunciou também a previsão de uma UBS tipo 5 e uma base do SAMU dentro do complexo para permitir atendimento mais próximo para passageiros, inclusive pessoas que chegam dos municípios do interior necessitando de assistência de saúde.
Outro ponto destacado pelo senador é que o terminal será público. Braga afirmou que não haverá cobrança para passageiros ou veículos entrarem na área, diferenciando o modelo da cobrança hoje existente em algumas estruturas privadas de embarque.

“É como aeroporto: você entra gratuitamente e paga apenas os custos dos serviços que vai usar”, explicou.


Prazo para conclusão

O cronograma contratual prevê até 30 meses para a execução dos projetos e das obras, dentro de uma vigência contratual mais ampla. Em sua fala desta quarta-feira, Braga disse acreditar que, mantidos os recursos e o ritmo de trabalho, a parte física poderá ser entregue entre 24 e 26 meses.

Para Braga, o início das obras representa o primeiro movimento de uma mudança maior na relação de Manaus com sua orla e com o interior.

“É uma reorganização portuária. Vai mudar por completo a relação com essa região da cidade e a atividade econômica aqui do Centro”, afirmou.

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