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Mortes de aves em centro do Ibama envolvem ex-ministro e levantam críticas

Publicado

Valter Campanato/Agência Brasil

A Polícia Federal enviou dados à Justiça Federal revelando a morte de 16 aves entre operações realizadas na casa do ex-ministro Torres em fevereiro e abril. Durante o período em que esteve sob custódia do Ibama, as aves não resistiram, gerando questionamentos sobre o tratamento dado aos animais.

As operações conduzidas por agentes do Ibama e do Instituto Brasília Ambiental resultaram na apreensão de 55 pássaros, levados ao Cetas do Ibama em Brasília. Entre abril e maio, 13 aves faleceram, seguidas por mais três a partir de junho, segundo laudo da Polícia Federal. Exames para determinar as causas das mortes ainda estavam pendentes em setembro. Irregularidades como penas danificadas, bicos fragilizados, deficiência nutricional e falta de exposição solar foram constatadas nas aves quando chegaram ao Ibama, aponta o relatório.

O Cetas do Ibama já havia sido criticado pelo MPF em 2020, quando o próprio órgão admitiu a precariedade do centro. O estado atual do Cetas, quando questionado, não recebeu uma resposta direta do Ibama.

Em resposta às críticas, o Ibama afirmou que as aves chegaram debilitadas, com ausência de penas em áreas como dorso, cabeça e membros posteriores, além de fragilidade nos bicos. O órgão aguarda resultados dos laudos para fornecer mais informações.

Torres foi indiciado pela PF por maus-tratos contra aves, falsidade ideológica e criação irregular de pássaros. O MPF solicitou que o caso seja investigado pela Polícia Civil na Justiça Estadual. O ex-ministro nega as irregularidades, se autodeclarando um criador reconhecido de aves, mas até o momento não respondeu às acusações. O espaço está aberto para manifestações de Anderson Torres.

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