AMAZONAS
Traficantes do Amazonas estão entre os mortos em megaoperação no Rio, diz governador Cláudio Castro
Entre os identificados está Chico Rato, apontado pelo governador do Rio de Janeiro como um dos chefes do tráfico em Manaus.
Traficantes do Amazonas estão entre os mortos na megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (31) pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e pelo secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, em vídeo divulgado no perfil oficial do governo no Instagram.
Até a atualização mais recente desta reportagem, foram confirmadas as mortes de sete traficantes do Amazonas. O único identificado foi Douglas Conceição de Souza, o “Chico Rato”, apontado pelo governador do Rio de Janeiro como um dos chefes do tráfico em Manaus.
Ainda de acordo com o governador, 99 das 119 pessoas mortas já foram identificadas, sendo 22 de outros estados. Além do Amazonas, há mortos oriundos de Goiás, Bahia, Espírito Santo, Ceará e Paraíba.
A operação, deflagrada na terça-feira (28), foi a mais letal da história do estado, segundo números confirmados pelo Palácio Guanabara. Ao todo foram 119 pessoas mortas, 133 presos; 10 menores apreendidos; 118 armas apreendidas (91 são fuzis); e 14 artefatos explosivos apreendidos.
Durante coletiva de imprensa na quarta-feira (29), a Polícia Civil do Rio já havia confirmado que traficantes do Amazonas estavam entre os presos.
“Temos bandidos do Amazonas, temos bandidos do Ceará, temos bandidos de Pernambuco, e temos informações de inteligência que todos os bandidos que tem poder de decisão nos seus estados estão vindo para o Rio de Janeiro. Eles dão ordem de morte a partir da relativa tranquilidade que eles tem nesses locais”, afirmou.
Objetivo era desarticular o CV
A operação, que envolveu 2.500 agentes das polícias Civil e Militar, tinha como objetivo desarticular o Comando Vermelho e cumprir cerca de 100 mandados de prisão e 150 de busca e apreensão.
A ofensiva resultou em confrontos intensos, especialmente na Serra da Misericórdia, onde dezenas de corpos foram encontrados por moradores e levados até a Praça São Lucas, no Complexo da Penha, para facilitar o reconhecimento.
Moradores relatam cenas de horror. “Eu moro aqui há 58 anos. Nunca vi isso. Vai ser difícil esquecer. Essa cena aqui pra mim foi trágica”, disse uma moradora. Outro comparou o cenário a uma catástrofe natural: “A cidade tá igual tragédia, como quando tem tsunami, terremoto, com corpo espalhado em cima do outro”.
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Imagem de drone mostra corpos levados a praça no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 29 de outubro de 2025. — Foto: Ricardo Moraes/Reuters
Fonte: g1 AM
