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Conduta de PMs em bloco de Fábio Félix foi “legítima”, diz comandante

Ana Paula Habka afirmou que a condução ao caso envolvendo o deputado distrital Fábio Félix (PSOL-DF) durante o bloco Rebu será apurada

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Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

A comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), coronel Ana Paula Habka, afirmou que a corporação “jamais vai admitir interferências em suas ocorrências”. A afirmação vem dias após o deputado distrital Fábio Félix (PSOL-DF) levar um jato de spray de pimenta no rosto durante o bloco Rebum.

A confusão que envolveu o parlamentar começou momentos após a prisão da coordenadora do Bloco Rebu, Dayse Hansa, na tarde de segunda-feira (16/2). A coronel classificou a ação dos PMs como “legítima”.

Segundo a PMDF, a mulher teria tentado impedir uma ação policial durante a prisão de duas pessoas que estavam com drogas no bloco. Os entorpecentes foram localizados por cães farejadores. A ação resultou na apreensão de uma pequena quantidade de maconha e um baseado.

“Os policiais detectaram a droga, e a polícia foi agir, fazer a prisão, visto que dois indivíduos estavam cortando e supostamente negociando essa droga. Então, a polícia estava em uma ação legítima. Em relação à condução ao deputado, isso será apurado, com certeza”, destacou a comandante-geral.

A declaração foi feita durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (18/2) que apresentou um balanço sobre o Carnaval.

O secretário de Segurança Pública (SSP-DF), Sandro Avelar, também complementou: “É preciso que a gente lembre que, enquanto todos estão curtindo o carnaval e se distraindo, as corporações estão trabalhando. Farda não é fantasia”.

Spray de pimenta

Fábio Felix afirmou, durante entrevista à imprensa nessa segunda-feira (16/2), que foi empurrado por policiais militares em um bloco de Carnaval mesmo após se identificar como deputado distrital.

Ele explicou que buscava mediar uma confusão que envolvia a prisão da coordenadora de um bloco, quando foi alvo de um jato de spray de pimenta “diretamente nos olhos”.

“Ao chegar ao local, apresentei-me e constatei que as coordenadoras já estavam sendo conduzidas pelas autoridades. Procurei os policiais com o intuito de mediar a situação e compreender o que estava ocorrendo. Contudo, percebi que estavam exaltados e agressivos”, disse.

“Reiterei minha identificação como deputado distrital e presidente da Comissão de Direitos Humanos, demonstrando firmeza, mas buscando o diálogo e a mediação. Fui então empurrado por alguns policiais”, afirmou Félix.

O porta-voz da Polícia Militar do DF, Major Raphael Broocke, afirmou em entrevista que o uso do spray de pimenta no deputado distrital “ocorreu após o parlamentar encostar em um PM que fazia uma barreira”. O caso está em investigação para apurar a conduta dos envolvidos.

Fonte: Metrópoles

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