POLÍTICA
Defesa admite que Bolsonaro pediu conserto em arma após identificar “falha”
Ex-presidente teria pedido a sargento que levasse o equipamento para “manutenção”; advogados, porém, negam que solicitação tenha correlação com fim do prazo da prizão domiciliar, que vence no próximo dia 25 de junho
Em esclarecimento enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a defesa de Jair Bolsonaro (PL) admitiu que a arma apreendida em blitz pela Polícia do Distrito Federal de fato pertencia ao ex-presidente.
Segundo o documento anexado no processo, integrantes da equipe de segurança de Bolsonaro decidiram, sem conhecimento prévio do ex-presidente, retirar o percussor da arma, peça essencial para o disparo. Isso porque Bolsonaro faz uso de medicamentos psiquiátricos que afetam sua cognição, o que poderia causar um acidente.
A defesa relata que, recentemente, Bolsonaro percebeu uma falha no funcionamento da pistola ao manusear o ferrolho. Sem identificar a origem do problema, ele teria entregue a arma ao segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho para que verificasse a falha e realizasse a manutenção necessária. Segundo a defesa, a entrega do armamento ao militar teve como única finalidade a identificação do defeito e o reparo do equipamento.
Os advogados também afirmam que, apesar da condenação imposta a Bolsonaro pela tentativa de golpe, não houve determinação judicial para entrega de armas ou cancelamento de registros, o que afasta qualquer irregularidade quanto a posse do objeto.
“O peticionário, portanto, não se encontrava em situação irregular. De todo modo, teria prontamente entregue o armamento caso houvesse determinação nesse sentido”, disseram os advogados.
A defesa afirma ainda que Bolsonaro não tem interesse na restituição da arma enquanto estiver sob prisão domiciliar. A pistola está sob posse da polícia do Distrito Federal, que abriu um inquérito para apurar o caso.
Fonte: CNN Brasil
