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Adolescente denuncia tentativa de estupro de colega de trabalho dentro do CRAS no interior do AM

Vítima afirmou em depoimento que o rapaz a teria segurado à força e tentado beijá-la. Ela também disse que mesmo pedindo para parar, o jovem teria continuado a segurá-la e cometido atos libidinosos.

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Foto: Jean Palheta/PC-AM

Uma adolescente de 16 anos denunciou um colega de trabalho, de 19 anos, por tentativa de estupro dentro do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Presidente Figueiredo, no interior do Amazonas. O caso, que teria acontecido no dia 1º de julho, está sendo investigado pela Polícia Civil do Amazonas, por meio do 37º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Ambos trabalhavam no local como jovens aprendizes.

Segundo documentos obtidos pelo g1, os dois estavam sozinhos em uma sala no segundo andar do prédio público no momento do ocorrido. Em depoimento à polícia, a adolescente relatou que conversava com o colega enquanto usava uma fragmentadora de papéis, quando foi surpreendida pelo jovem.

A vítima afirmou que o rapaz a teria segurado à força e tentado beijá-la. Ainda de acordo com o relato, mesmo após ela pedir para parar e dizer que a situação era desconfortável, o jovem teria continuado a segurá-la e cometido atos libidinosos. A jovem declarou que conseguiu empurrar o rapaz, fugiu do local e buscou abrigo na casa de uma amiga.

O g1 solicitou nota do suspeito, mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, o suspeito teria enviado mensagens de texto para o celular da jovem no mesmo dia pedindo desculpas. Posteriormente, ele teria insistido para que ela “resolvesse tudo sem envolver a secretaria” porque precisava do emprego.

A ocorrência foi registrada pela mãe da adolescente, que compareceu à delegacia para formalizar a denúncia e solicitar medidas protetivas, informando que a filha se encontra profundamente abalada.

g1 procurou a Prefeitura de Presidente Figueiredo, responsável pela administração do CRAS, para saber se o município já tinha conhecimento do caso e quais medidas devem ser adotadas em relação aos servidores envolvidos. Até a última atualização desta reportagem, não houve resposta.

O que diz a defesa da vítima

Em nota enviada ao g1, as advogadas Doracy Queiroz de Oliveira Neta e Thayane Costa, que representam a adolescente, manifestaram indignação com a condução do inquérito e apontaram suposta negligência estatal.

Segundo a defesa técnica, a polícia teria demorado para encaminhar a jovem ao exame de corpo de delito, enviando-a ao Instituto Médico Legal (IML) de Manaus quatro dias após o fato, o que teria prejudicado a coleta de provas físicas.

As advogadas destacam que, mesmo diante de elementos como as mensagens de texto, não houve representação pela prisão preventiva nem a imposição de medidas protetivas.

As advogadas repudiaram o que consideram morosidade no processo, afirmando que o atraso favorece a impunidade. A defesa informou que adotará as medidas judiciais e administrativas cabíveis para apurar a conduta dos agentes envolvidos.

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