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MANAUS

Empresa é multada em R$ 4,5 milhões após vazamento de gás tóxico em Manaus

Além da multa, a Innova terá prazo de 20 dias para apresentar relatórios técnicos de segurança, plano de contingência, plano de atendimento emergencial, informações sobre drenagem e capacidade de tratamento.

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Foto: William Duarte/Rede Amazônica

A Innova, empresa onde ocorreu o vazamento de gás tóxico monômero de estireno em Manaus, foi multada em R$ 4,5 milhões pela prefeitura após uma inspeção técnica realizada nesta quinta-feira (16) por uma força-tarefa que monitora o incidente. Durante a vistoria, foi identificado que os níveis de poluição atmosférica ainda permanecem acima do limite considerado seguro para a exposição humana.

O vazamento na Innova foi registrado às 17h36 de quarta-feira (15), após o monômero de estireno armazenado no reservatório apresentar uma elevação anormal de temperatura. A substância é utilizada na fabricação de plásticos, borrachas sintéticas e poliestireno expandido (isopor). A exposição ao produto por inalação pode provocar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de dores de cabeça, tontura e náuseas.

A fiscalização foi realizada por equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec), que atuam de forma integrada no Gabinete de Crise da prefeitura.

Segundo a administração municipal, a empresa foi autuada em 30 mil Unidades Fiscais do Município (UFMs), o equivalente a R$ 4.554.300. Além da multa, a indústria terá prazo de 20 dias para apresentar relatórios técnicos de segurança, plano de contingência, plano de atendimento emergencial, informações sobre drenagem e capacidade de tratamento. Caso as exigências não sejam cumpridas, a penalidade poderá ser consolidada.

g1 entrou em contato com  a Innova, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

De acordo com o diretor jurídico da Semmas, Henrique Marinheiro, medições realizadas no local apontaram que a concentração do poluente ainda está acima do limite tolerável, embora o vazamento tenha diminuído.

“As equipes ainda estão realizando a contenção do vazamento, que já está bem reduzido, mas ainda não terminou. A orientação para a população é manter os ambientes arejados e evitar proximidade com a área”, afirmou.

Os trabalhos de contenção seguem concentrados no resfriamento do tanque de estireno para interromper o vazamento. A operação conta com apoio de caminhões-pipa da Prefeitura de Manaus e do Corpo de Bombeiros.

Como parte da fiscalização, as equipes também realizaram medições da qualidade do ar e coletaram amostras de água e solo para verificar possíveis contaminações ambientais.

Fábrica pode ser interditada

Após a estabilização da área, o Implurb fará uma vistoria na estrutura da unidade industrial para verificar se há irregularidades relacionadas à legislação urbanística e ao Plano Diretor de Manaus.

Segundo a gerente da Divisão de Controle da Cidade do Implurb, Maria Aparecida Fróes, a inspeção interna só será realizada após a liberação da Defesa Civil, devido aos riscos existentes no local.

Caso sejam identificadas irregularidades, o instituto poderá aplicar novas autuações e até determinar a interdição parcial ou total da fábrica, independentemente de a empresa possuir certificado de Habite-se.

Fonte: g1

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Mantido por Jhony Souza