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Trabalhadores dos Correios começam greve em todo o país

Paralisação iniciou às 22h desta quinta-feira (10), após negociações sem acordo sobre plano de saúde

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Os trabalhadores dos Correios aprovaram greve por tempo indeterminado em todo o país, com início às 22h de quinta-feira (10). A decisão foi tomada após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela empresa durante as negociações da Campanha Salarial.

Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT), todas as 35 assembleias realizadas aprovaram a greve em quase todos os estados. No Acre, a votação está prevista para esta sexta-feira (11).

A decisão pela greve ocorreu depois de rodadas de negociação entre representantes dos trabalhadores e dos Correios e de tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). As conversas terminaram sem acordo entre as partes.

Em nota ao SBT News, os Correios informaram que, diante do anúncio de paralisação por entidades sindicais, estão executando seu Plano de Continuidade de Negócios, com medidas para garantir a manutenção dos serviços e minimizar eventuais impactos aos clientes.

“Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país”, disse.

Reivindicações dos trabalhadores

Um dos principais pontos de divergência nas negociações é o plano de saúde dos trabalhadores dos Correios, aposentados e seus dependentes. De acordo com a FINDECT, a categoria é contrária à proposta da empresa de alterar sua condição de mantenedora do plano.

Os trabalhadores afirmam que a mudança pode afetar o custeio e a manutenção da assistência médica. O plano de saúde é apontado pela entidade como um dos principais direitos em disputa na Campanha Salarial.

“A FINDECT entende que a categoria fez sua parte ao apostar no diálogo e participar de todo o processo de negociação. Ao manter uma posição que ameaça direitos e impede a construção de um acordo, a direção dos Correios assume a responsabilidade pelo conflito e empurra os trabalhadores para a greve”, afirmou.

A entidade informou que continuará acompanhando a paralisação e que os sindicatos permanecem à disposição para novas negociações.

Os correios disseram que estiveram empenhados na construção de uma solução e apresentaram uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente.

“Entre os pontos, estão o reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, e a manutenção da assistência à saúde dos empregados. Os Correios reafirmam seu compromisso com a valorização dos empregados e a continuidade da prestação dos serviços postais à população brasileira.”

Regiões que aderiram à greve

  • SINTECT-AL (Alagoas);
  • SINTECT-AM (Amazonas);
  • SINTECT-AP (Amapá);
  • SINTECT-BA (Bahia);
  • SINTECT-CE (Ceará);
  • SINTECT-DF (Distrito Federal);
  • SINTECT-ES (Espírito Santo);
  • SINTECT-GO (Goiás);
  • SINTECT-MG (Minas Gerais);
  • SINTECT-MT (Mato Grosso);
  • SINTECT-RO (Rondônia);
  • SINCORT-PA (Pará);
  • SINTECT-PB (Paraíba);
  • SINTECT-PE (Pernambuco);
  • SINTECT-PI (Piauí);
  • SINTCOM-PR (Paraná);
  • SINTECT-RN (Rio Grande do Norte);
  • SINTECT-RR (Roraima);
  • SINTECT-RS (Rio Grande do Sul);
  • SINTECT-SC (Santa Catarina);
  • SINTECT-SE (Sergipe);
  • SINTECT-TO (Tocantins);
  • SINDECTEB (Bauru e região);
  • SINTECT-MA (Maranhão);
  • SINTECT-MS (Mato Grosso do Sul);
  • SINTECT-RJ (Rio de Janeiro);
  • SINTECT-Santos (Santos e região);
  • SINTECT-SP (São Paulo).

Fonte: SBT News

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