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Lojista chinês condenado a mais de 5 anos por crueldade extrema contra cães em São Paulo

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Um comerciante de origem chinesa, identificado como Gouzhen Zeng, foi sentenciado a uma pena de 5 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão em regime semiaberto pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A condenação se deu por maus-tratos cometidos contra dezenas de cães, que eram mantidos em condições precárias no subsolo de duas lojas de bijuterias e variedades, no centro da capital paulista.

Os animais viviam sem acesso a água limpa ou alimento adequado, sem os cuidados veterinários necessários e, segundo a denúncia, foram vítimas de agressões. A situação era tão grave que dez cães não resistiram e morreram após adoecerem. As equipes de resgate que atuaram no caso encontraram os animais em estado de desnutrição severa e com a saúde extremamente debilitada. O local onde eram mantidos estava insalubre, repleto de fezes e urina.

A juíza Sirley Claus Prado Tonello, responsável pelo caso, ressaltou em sua decisão que todos os cães apresentavam cinomose, uma doença viral contagiosa e potencialmente fatal, que causa sintomas graves como convulsões e dificuldade de locomoção, mas que poderia ter sido prevenida com vacinação. Laudos periciais confirmaram os atos de crueldade praticados. Além da pena de reclusão, Zeng foi proibido de deter a guarda de qualquer animal pelo mesmo período da detenção e deverá pagar R$ 43,6 mil a uma pessoa responsável por acolher os animais resgatados enquanto buscam lares temporários.

Em sua defesa, Zeng alegou diferenças culturais entre Brasil e China para justificar seu tratamento aos animais. Contudo, a magistrada refutou o argumento, afirmando que os atos configuravam crueldade extrema e que o réu, como estrangeiro, não poderia se eximir da responsabilidade pelas leis brasileiras. A pena máxima prevista pela legislação para maus-tratos a cães e gatos, que varia de 2 a 5 anos de reclusão, multa e proibição da guarda, foi aplicada ao comerciante.

O advogado de Zeng avaliou a pena como desproporcional e anunciou que irá recorrer da decisão. Atualmente, o comerciante aguarda o desfecho do processo em liberdade. Paralelamente, a notícia reacende o debate sobre a comercialização de animais, alertando para a necessidade de adoção responsável e criticando a exploração de animais para fins lucrativos, muitas vezes mantidos em condições degradantes.

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