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Chuva deixa 37 mortos e milhares de desabrigados em Juiz de Fora e Ubá; 33 estão desaparecidos

Bombeiros atendem ocorrências de desabamento de edificações e deslizamento de terra. Aulas foram suspensas em toda a rede municipal.

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Queda de um barranco atinge prédio e casas em Juiz de Fora — Foto: Luiza Sudré/g1

As fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata de Minas Gerais, deixaram 37 mortos até a manhã desta quarta-feira (25). Ao todo, 38 pessoas continuam desaparecidas na região.

Na madrugada desta terça-feira (24), Juiz de Fora, onde 30 pessoas morreram e 3 mil estão desabrigadas, decretou estado de calamidade pública, e as aulas foram suspensas em todas as escolas da rede municipal. A Defesa Civil determinou a evacuação de 600 famílias.

Em Ubá, segundo o Corpo de Bombeiros, sete pessoas morreram, sendo uma delas eletrocutada. O rio que corta a cidade transbordou na noite de segunda-feira (23), e a Avenida Beira Rio ficou tomada pela água.

Já em Matias Barbosa, o prefeito decretou estado de calamidade pública devido à enchente que atingiu diversas regiões do município. A medida tem como objetivo viabilizar o acesso a recursos do Governo Federal, agilizar ações emergenciais e garantir o atendimento às famílias afetadas.

Entre as vítimas da tragédia estão estudantes e uma professora. As mortes aconteceram nos bairros JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa, em Juiz de Fora.

Juiz de Fora

O temporal começou no fim da tarde de segunda-feira, e há previsão de mais chuva para Juiz de Fora, que fica em uma região de relevo bastante acidentado, com muitos morros, vales e encostas, próxima à divisa com o Rio de Janeiro.

Ainda segundo a prefeitura de Juiz de Fora, este é o fevereiro mais chuvoso da história da cidade, com 584 milímetros acumulados, o dobro do esperado para o mês.

Um dos bairros mais afetados é o Parque Burnier, onde, conforme os bombeiros, há mais de 10 pessoas desaparecidas. Ao todo, 12 casas desabaram no local.

No Bairro Cerâmica, duas residências caíram. Cinco pessoas da mesma família estão soterradas. Bombeiros, equipes da Empav, Defesa Civil e Polícia Militar atuam na ocorrência.

O Rio Paraibuna e os córregos transbordaram. Pontes e o mergulhão, que ligam bairros ao Centro, estão fechados, e há também árvores caídas.

Mais de 40 chamadas emergenciais

De acordo com o tenente Henrique Barcellos, dos bombeiros de Juiz de Fora, foram registradas mais de 40 chamadas emergenciais na madrugada da chuva por vias bloqueadas, moradores ilhados e casas atingidas.

“Deslocamos no início da madrugada equipes da equipe do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta à desastres ambientais, mais de 20 militares e cães de busca para reforçar a operação”, disse.

Cidades da região também registram fortes chuvas

O Ribeirão Ubá transbordou na noite de segunda-feira, e a Avenida Beira Rio, em Ubá, ficou tomada pela água.

Segundo a prefeitura, foram acumulados 124 milímetros de chuva nas últimas seis horas. Caixões de uma funerária localizada no Centro da cidade foram carregados pela forte enxurrada.

O prefeito de Matias Barbosa decretou estado de calamidade pública no município em razão da enchente que atingiu diversas regiões da cidade.

De acordo com a prefeitura, a medida visa viabilizar o acesso a recursos do governo federal, agilizar ações emergenciais e garantir atendimento às famílias afetadas.

Repercussão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou as redes sociais para lamentar a situação das vítimas atingidas pelos temporais na região.

“Quero enviar meus profundos sentimentos às famílias que perderam seus lares e, o que é pior, os seus entes queridos. E me solidarizar com as autoridades e forças de segurança mineiras que estão trabalhando no resgate e no atendimento imediato à população prejudicada pela chuva”.

O governador Romeu Zema (Novo) também decretou luto oficial de três dias em Minas Gerais.

O Ministério da Defesa, por sua vez, informou que foi acionado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para apoiar as ações de resposta à emergência em Juiz de Fora.

O pedido contempla a disponibilização de viaturas, o emprego de tropas para limpeza e desobstrução de vias públicas, a remoção de escombros, o apoio logístico, a organização de abrigos temporários e demais medidas necessárias, além do emprego de helicóptero em ações humanitárias.

Já a prefeita Margarida Salomão lamentou as mortes e disse que é “o dia mais triste do meu governo”.

Fonte: g1

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