POLÍTICA
Nikolas admite dois contatos com Vorcaro, mas nega irregularidades
À coluna, Nikolas admite que falou em duas ocasiões com Daniel Vorcaro, mas disse que não houve irregularidades em conversa com banqueiro
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) admitiu à coluna, nesta quinta-feira (3/9), ter tido dois contatos com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O parlamentar mineiro negou, contudo, qualquer irregularidade em suas conversas com o banqueiro.
O primeiro contato, segundo Nikolas, ocorreu em 2024, após o deputado pedir, via Lei de Acesso à Informação (LAI), informações sobre quem bancou a viagem de ministros do STF e outras autoridades para um fórum jurídico em Londres.
Após o pedido, Nikolas disse ter sido procurado pelo pastor André Valadão, que questionou o pedido do parlamentar. O deputado, então, admite ter enviado mensagem para o banqueiro dizendo que não sabia que o Master seria o responsável por bancar o evento.
O conteúdo da mensagem de áudio enviada por Nikolas foi revelado nesta quinta-feira pelo site ICL. Nela, o deputado afirma que não fazia ideia que o financiador do evento era o “Banco do Dani”, mas diz que “a palavra dita não tem como voltar”.
“Troquei ideia lá com o pastor Valadão naquela época, lá naquela postagem, eu falei: ‘Pastor, eu não fazia ideia que era este o Banco do Dani etc. e tudo, se não, obviamente eu não teria postado, já teria conversado anteriormente’, mas, enfim, acabou que a palavra dita não tem como voltar, né? Mas espero que tenha sido esclarecido, enfim, depois vamos marcar da gente se encontrar também, tá bem? Um abraço, lindão”, disse Nikolas, conforme o áudio.
O segundo contato, de acordo com o deputado, teria sido em 2025. Na ocasião, ele mandou uma mensagem para o banqueiro intercedendo por um amigo pela liberação do que chama de “ativo minerário”. Nikolas, então, passa o contato do amigo para Vorcaro.
O deputado afirmou à coluna que, desde que saíram notícias sobre o envolvimento de Vorcaro com a fraude do INSS, “nunca mais” conversou com o banqueiro. “Não houve nenhum contrato fechado, nunca recebi nenhum centavo dele”, disse o parlamentar.
Fonte: Metrópoles
