POLÍCIA
Investigação do Banco Master: PF adia depoimentos cruciais e apura fraudes bilionárias
A Polícia Federal (PF) adiou nesta terça-feira (27) os depoimentos de três pessoas investigadas no inquérito que apura complexas fraudes financeiras ligadas à aquisição do Banco Master. O caso, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), envolve a compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB).
Originalmente, estavam agendados os depoimentos de Robério Cesar Bonfim Mangueira, ex-superintendente do BRB; Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Master; e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banco. As oitivas, que seriam realizadas nas instalações do STF sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, foram suspensas após as defesas dos investigados alegarem não terem tido acesso completo aos autos da investigação. Uma nova data para os depoimentos ainda não foi definida.
Até o momento, o único investigado a ser ouvido foi Luiz Antonio Bull, ex-diretor do Banco Master. Segundo sua defesa, Bull respondeu a todos os questionamentos dos investigadores e demonstrou total colaboração para os esclarecimentos necessários.
A decisão de manter a investigação sob a alçada do STF, em vez da Justiça Federal em Brasília, foi tomada por Toffoli em dezembro do ano passado. A medida se deu em virtude da menção de um deputado federal nas apurações, garantindo assim o foro privilegiado da Corte aos envolvidos.
O caso ganhou destaque em novembro de 2025 com a deflagração da Operação Compliance Zero pela PF. A operação investiga a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição pelo BRB. As investigações apontam que o montante das fraudes pode atingir a cifra de R$ 17 bilhões. Entre os investigados, além de Luiz Antonio Bull, estão o banqueiro Daniel Vorcaro, Alberto Feliz de Oliveira, Angelo Antonio Ribeiro da Silva e Augusto Ferreira Lima.
