NACIONAL
Corpo de corretora desaparecida em Caldas Novas é encontrado; síndico e filho presos
O corpo de Daiane Alves de Souza, de 43 anos, corretora que estava desaparecida desde 17 de dezembro em Caldas Novas, no sul de Goiás, foi localizado nesta quarta-feira (28). A descoberta ocorreu após a prisão do síndico do condomínio onde a família da corretora possuía apartamentos e de seu filho.
Daiane foi vista pela última vez ao entrar no elevador de seu condomínio. O corpo foi encontrado em estado avançado de decomposição em uma área de mata. A Polícia Civil prendeu Cléber Rosa de Oliveira, o síndico, e seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, na madrugada desta quarta-feira. Cléber confessou o crime e indicou o local onde o corpo de Daiane estava escondido. Segundo informações, Cléber e Daiane possuíam um histórico de desentendimentos relacionados a questões do condomínio.
O caso ganha destaque em meio a preocupações crescentes com a violência contra a mulher no Brasil. No ano passado, feminicídios atingiram recordes em algumas regiões, com casos de grande repercussão que chocaram o país, como o de Tainara Santos, vítima de um atropelamento fatal por um ex-companheiro, e o de Allane Matos e Layse Costa, servidoras do Cefet no Rio de Janeiro, mortas por um colega de trabalho. O governo federal tem priorizado o combate à violência de gênero, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendendo punições mais rigorosas para tais crimes.
O feminicídio é definido como o assassinato de uma mulher em razão de seu gênero, frequentemente associado a violência doméstica, familiar, menosprezo ou discriminação. É considerado a manifestação mais extrema da violência de gênero e, no Brasil, é tipificado como crime hediondo, com penas que variam de 12 a 30 anos de reclusão quando qualificado no homicídio.
