POLÍTICA
Polícia Federal investiga origem de fake news sobre programas sociais e alerta para crimes
A Polícia Federal iniciou uma investigação para rastrear a origem de notícias falsas que visam desinformar e manipular beneficiários de programas sociais do governo federal. A informação foi confirmada pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC.
O ministro alertou que boatos sobre alterações nas regras e novas exigências para programas como o Bolsa Família têm circulado na internet, especialmente em redes sociais. Uma das fake news mais recentes sugeria que o Bolsa Família continuaria sendo pago apenas para famílias com filhos, o que foi veementemente negado por Dias.
“Não há qualquer condicionalidade, no sentido de estimular [os beneficiários] a terem filho. Isso é uma loucura! Além de não ser verdade, é um preconceito [contra quem recebe o benefício]”, declarou o ministro, reforçando que não houve mudanças nas regras ou novas restrições relacionadas ao programa.
Wellington Dias classificou a disseminação dessas mentiras como um ato criminoso e prejudicial, com potencial para causar danos severos aos cidadãos. Ele ressaltou que, além da maldade, quem espalha tais informações comete um crime. “Imagina a dona Maria, com seus 70 anos, ouvir [o boato de] que não terá mais direito [ao Bolsa Família] só porque ela não tem filho. Uma situação como essa pode levar uma senhora a infartar. Por isso vamos priorizar o combate a esse crime”, argumentou.
A rede federal de fiscalização do programa, incluindo a Polícia Federal, foi acionada assim que as denúncias surgiram. O ministro garantiu que a investigação, atualmente em sigilo, tem o objetivo de identificar os responsáveis, independentemente de quem sejam. “A PF já está em campo. Doa a quem doer, vamos encontrar quem está fazendo esse desserviço”, afirmou.
Durante o mesmo programa, o ministro também recebeu uma denúncia sobre a cobrança irregular de taxas de até R$ 30 para beneficiários do programa Gás do Povo em Alagoas. Dias reiterou a importância de que essas irregularidades sejam comunicadas através do Disque Social 121, serviço gratuito do MDS, para que a fiscalização possa atuar.
