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Em um ano, Brasil tem queda de 1 milhão de matrículas nas escolas, diz Censo; ensino médio registra menor número de alunos do século
Estado de São Paulo registrou perda de mais de 250 mil alunos do ensino médio em apenas um ano. País tem redução de atendimento na creche e mostra estagnação preocupante no atendimento a crianças de 0 a 3 anos.
Entre 2024 e 2025, o número de matrículas na educação básica brasileira apresentou uma queda vertiginosa de mais de 1 milhão: despencou de 47,08 milhões para 46,01 milhões. É o que mostram os dados do Censo Escolar 2025, divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
➡️Em termos absolutos, foi uma perda ainda maior do que a observada entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19. O fechamento prolongado de escolas e as crises sanitária e econômica levaram a uma queda de 600 mil: de 47,2 milhões para 46,6 milhões.
O total refere-se ao número de alunos em todas as etapas escolares: creche, pré-escola, ensino fundamental, ensino médio, curso técnico, curso de qualificação profissional e Educação para Jovens e Adultos – EJA.
Os principais elementos que culminaram nesse “encolhimento” em 2025 foram:
- redução drástica nas matrículas do ensino médio, com o menor número de alunos de toda a série histórica do Censo no século XXI (São Paulo, por exemplo, “perdeu” mais de 250 mil estudantes em um ano, segundo o Inep);
- retração da educação infantil, tanto na creche quanto na pré-escola, mostrando estagnação preocupante no atendimento às crianças;
- enfraquecimento da Educação para Jovens e Adultos (EJA);
- diminuição do ensino técnico subsequente (modalidade cursada após a conclusão do ensino médio, mas que, ainda assim, é contabilizada como parte da educação básica).
De acordo com Fábio Pereira Bravin, pesquisador da equipe de Diretoria de Estatísticas Educacionais do Inep, a diminuição no número de matrículas é justificada por uma redução na população-alvo da educação básica, em especial a população de 0 a 4 anos e de 15 a 17 anos.
Fonte: g1
