Estamos nas Redes

NACIONAL

Justiça condena irmão de Virginia por importunação sexual

Tribunal de Justiça de Goiás reformou a absolvição e responsabilizou William Gusmão por um dos fatos narrados na denúncia

Publicado

Foto: Reprodução/Redes sociais

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) reformou parte da decisão que havia absolvido William Pimenta Gusmão, irmão da influenciadora Virginia Fonseca, e o condenou pelo crime de importunação sexual.

O novo julgamento ocorreu na última terça-feira (7/7), após análise do recurso apresentado pela vítima, Rauriceia Martins da Costa. As informações são do portal LeoDias.

Entenda a decisão

Por unanimidade, os desembargadores reconheceram que havia elementos suficientes para responsabilizá-lo por um dos episódios descritos na denúncia oferecida pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), enquanto mantiveram a absolvição em relação ao segundo fato.

O caso teve início após uma decisão proferida em fevereiro de 2025, quando William foi absolvido sob o entendimento de que o conjunto probatório não permitia uma condenação. Inconformada com o resultado, a vítima recorreu, levando o processo novamente ao Tribunal.

Ao reavaliar os autos, os magistrados concluíram que o primeiro episódio narrado na denúncia estava devidamente demonstrado e decidiram modificar parcialmente a sentença.

O entendimento adotado pelos desembargadores divergiu, inclusive, da manifestação da Procuradoria-Geral de Justiça, que havia se posicionado pela manutenção da absolvição.

O que diz a vítima

A denúncia do MP-GO relata que os acontecimentos ocorreram durante a festa “Revoada”, realizada em 2 de abril de 2023, no município de Jussara (GO).

Segundo a acusação, o primeiro episódio aconteceu quando Rauriceia se aproximou de William para tirar uma fotografia.

Ela afirmou que, enquanto uma amiga registrava um boomerang, o empresário teria colocado a mão por dentro de sua calça e tocado suas partes íntimas sem autorização.

Em seu depoimento, a mulher disse que permaneceu sem reação naquele momento e somente conseguiu deixar o local ao lado da esposa, Juliana.

Ainda de acordo com o relato, ela comunicou imediatamente o ocorrido à companheira e, logo depois, também contou a uma amiga, que afirmou ter observado a situação à distância.

Para a Câmara Criminal, o conjunto de provas reunido durante a instrução foi suficiente para confirmar esse primeiro episódio.

Segunda acusação

Já a segunda acusação não teve o mesmo desfecho. Conforme a denúncia, pouco tempo depois, William teria voltado a abordar Rauriceia na área destinada ao estacionamento da festa, alegando procurar um amigo.

A vítima sustentou que ele novamente colocou as mãos por dentro de sua roupa, ocasião em que Juliana teria reagido dizendo: “até que horas você vai enfiar a mão na roupa dela?”.

Segundo os autos, após esse momento, o casal decidiu registrar uma possível nova aproximação em vídeo e procurou um segurança para relatar o ocorrido.

Apesar dos depoimentos, os desembargadores entenderam que não havia comprovação suficiente para responsabilizar William por esse segundo fato, preservando a absolvição nesse ponto.

As fases judiciais

A tramitação do processo passou por diferentes fases antes da decisão definitiva. Em um primeiro momento do julgamento da apelação, a própria Câmara Criminal considerou que William poderia ser beneficiado com a suspensão condicional do processo em relação ao primeiro episódio, desde que fossem preenchidos os requisitos legais.

O caso retornou ao juízo de origem para que o Ministério Público apresentasse a proposta, mas a defesa optou por recusá-la.

Com a recusa, os autos voltaram ao Tribunal para novo julgamento da apelação. Foi nessa etapa, concluída em 7 de julho de 2026, que os desembargadores reformaram parcialmente a sentença de primeiro grau e condenaram William exclusivamente pelo primeiro ato de importunação sexual descrito na denúncia.

Relembre o caso

A investigação teve desdobramentos desde que a ocorrência foi registrada, em abril de 2023. Na ocasião, Rauriceia procurou a Polícia Civil e afirmou ter sido vítima de importunação sexual durante a festa em Jussara.

Em uma fase inicial da apuração, ela chegou a ser indiciada por falsa acusação. Posteriormente, o Ministério Público solicitou novas diligências para aprofundar a investigação.

Depois da continuidade das apurações, Rauriceia voltou a ser indiciada, desta vez pelos crimes de denunciação caluniosa e ameaça.

Sua esposa, Juliana da Silva, também foi indiciada por falso testemunho. Mesmo diante desses indiciamentos, o Ministério Público entendeu que existiam elementos para denunciar William por importunação sexual.

A acusação foi formalizada em setembro de 2023, tornando o empresário réu em dezembro daquele ano. Após a absolvição em primeira instância, o recurso da vítima levou à revisão parcial da decisão e resultou na condenação agora imposta pelo Tribunal.

Fonte: Metrópoles

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copyright © 2023 Portal Correio Amazonense. Todos os direitos reservados.

Mantido por Jhony Souza