MANAUS
Vazamento de gás tóxico em Manaus: bombeiros seguem resfriando tanques após 41 horas
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas, 204 pacientes foram atendidos na rede estadual após a ocorrência. Os principais sintomas relatados foram falta de ar, náusea, cefaleia, tontura e desmaio.
Mais de 41 horas após o vazamento de estireno, substância inflamável e tóxica, em uma fábrica da empresa Innova, no Distrito Industrial, na Zona Sul de Manaus, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) seguem atuando no resfriamento dos tanques nesta sexta-feira (17). Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), 204 pacientes foram atendidos na rede estadual até às 10h30 desta sexta. Os principais sintomas relatados foram falta de ar, náusea, cefaleia, tontura e desmaio.
Nesta sexta (17), ainda há liberação de vapores do produto químico, mas em intensidade menor do que a registrada no início da ocorrência. Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 80% do material que ainda sai do tanque é formado por partículas de água, enquanto a concentração de estireno é significativamente menor em comparação ao momento do vazamento.
Por segurança, uma área de aproximadamente 300 metros ao redor da fábrica continua isolada. Após uma nova avaliação, os bombeiros vão definir se as atividades das empresas localizadas nas proximidades poderão ser retomadas.
O vazamento na Innova foi registrado às 17h36 de quarta-feira (15), após o produto armazenado no reservatório apresentar uma elevação anormal de temperatura. O monômero de estireno, substância liberada no incidente, é um produto químico tóxico usado na fabricação de plásticos e borrachas.
As equipes seguem atuando no resfriamento da parte externa do tanque e no monitoramento da temperatura interna do reservatório. O acompanhamento é feito com equipamentos a laser para evitar que o produto volte a atingir níveis que possam provocar uma explosão.
Segundo o Governo do Amazonas, 35 militares participaram dos primeiros trabalhos de contenção após o acionamento da empresa. Desde então, os bombeiros permanecem no local para garantir a segurança da operação.
Atendimentos de pacientes
Dos 204 pacientes atendidos na rede estadual após a ocorrência, 192 receberam alta médica após avaliação e exames. Outros 11 seguem internados.
A SES-AM também registrou a morte de um homem de 67 anos que procurou atendimento após relatar mal-estar provocado pelos efeitos do vazamento.
No entanto, a pasta informou que o paciente tinha histórico de doença respiratória crônica e que não foi constatada relação direta entre o óbito e a ocorrência.
Escolas seguem sem aulas
Como medida preventiva, a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) manteve suspensas nesta sexta-feira (17) as atividades em 12 escolas estaduais localizadas nas áreas próximas ao local da ocorrência.
A Prefeitura de Manaus também manteve as atividades suspensas em dez unidades da rede municipal de ensino. Segundo a Secretaria Municipal de Educação (Semed), o retorno das aulas ocorrerá apenas após a confirmação de que há condições seguras para o funcionamento das escolas.
As unidades municipais afetadas ficam nos bairros Parque Jardim Mauá, Mauazinho e Crespo.
O Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) Studio 5, que havia interrompido os serviços na quinta-feira (16), retomou o funcionamento nesta sexta-feira.
Empresas do Distrito Industrial também adotaram medidas preventivas na quinta (16). O g1 procurou o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas para saber se houve novas liberações ou mudanças nas atividades das empresas, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.
Fonte: g1 AM
