INTERNACIONAL
Governo Trump vê censura no Brasil após X mudar algoritmo eleitoral
Rede social mudou algoritmo para, durante o período eleitoral, não entregar publicações de candidatos à eleição que usuários não sigam
Uma funcionária de alto escalão do governo de Donald Trump acusou o Brasil, neste domingo (16/8), de impor censura após a rede social X mudar o algoritmo para as eleições brasileiras de 2026.
A rede social anunciou, na última sexta (14/8), que aplicou o recurso “Brazil2026ElectionFilter” [Filtro para as Eleições Brasileiras de 2026] à aba “Para Você” – que recomenda publicações impulsionadas por algoritmos personalizados.
A mudança impede que, durante o período eleitoral, sejam recomendadas publicações de candidatos que os usuários não seguem.
Sarah B. Rogers, subsecretária de Estado para a Diplomacia Pública e Assuntos Públicos dos Estados Unidos, afirmou que a medida “marca a censura imposta pelo Brasil”.
A subsecretaria é subordinada ao Departamento de Estado americano, comandado por Marco Rubio, figura central nos recentes atritos entre os governos de Brasil e Estados Unidos.
O X anunciou a medida afirmando ter alterado o algoritmo para cumprir uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – a norma exige que provedores que usam sistema de recomendação excluam das sugestões as contas oficiais de candidatos nas eleições brasileiras e as publicações destas contas.
“No X, essas contas e seus posts [de candidatos] não serão mais recomendados na aba Para Você durante o período eleitoral a não ser que o usuário explicitamente siga a conta. Os candidatos oficiais não estão suspensos e seu conteúdo vai permanecer disponível em seus perfis. Essa medida deverá afetar a visibilidade e alcance dos perfis e de seus conteúdos”, informou a rede social em nota.
A rede ainda complementa que a medida “não é sanção nem mudança das regras do X” e diz estar comprometida em “estabelecer um novo padrão de transparência sobre nossos algoritmos”.
Em 2024, o X chegou a ser suspenso no Brasil, em 30 de agosto, após descumprir uma série de ordens judiciais. Depois de 39 dias, a plataforma voltou a funcionar em território brasileiro, após se dispor a cumprir as medidas impostas.
Fonte: Metrópoles
