NACIONAL
Presidente Lula Planeja Liberação Recorde de R$ 11 Bilhões em Emendas Parlamentares
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está empenhado em liberar um valor histórico de R$ 11 bilhões em emendas para deputados e senadores nas próximas duas semanas. Esse movimento estratégico busca não apenas garantir uma maior arrecadação em 2024, mas também aliviar a pressão sobre as contas públicas. No entanto, essa liberação está diretamente condicionada à aprovação de projetos prioritários no Congresso.
A batalha no Congresso inclui a luta pela aprovação de projetos-chave, como a Medida Provisória (MP) 1.185, que trata da subvenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e o texto relacionado às apostas esportivas online, com taxação das empresas do setor. Estima-se que a MP poderia gerar uma arrecadação de R$ 35 bilhões em 2024, mas há expectativas de que ela sofra alterações substanciais. As apostas esportivas, por sua vez, têm potencial para contribuir com R$ 1,6 bilhão. Paralelamente, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária aguarda decisão da Câmara dos Deputados. O governo busca aprovar esses projetos antes do final do ano, utilizando estratégias conhecidas, como a liberação de recursos para emendas parlamentares e nomeações para cargos públicos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, demonstra preocupação com o desempenho do Congresso, enfatizando seu impacto na trajetória econômica do país.
Até o último sábado (9.dez), o governo já havia empenhado um total de R$ 30,7 bilhões. Com a possível adição de mais R$ 11 bilhões, seria estabelecido um recorde anual, representando mais de um terço do total liberado nos 11 meses anteriores. Lula pretende persuadir os congressistas a adiarem a análise de vetos presidenciais em favor de projetos considerados relevantes.
Apesar da estratégia governamental, uma parcela do PT critica a liberação de emendas em tal magnitude, argumentando que isso fortalece o poder de barganha de partidos independentes e do Centrão. Petistas apontam a fragilidade na articulação política do governo como motivo para a dificuldade em garantir a fidelidade dos partidos. Manifestações públicas contrárias à decisão podem surgir nos próximos dias.
O montante já destinado a deputados e senadores atinge R$ 29,2 bilhões, sendo que R$ 10,7 bilhões desse total referem-se a emendas empenhadas em anos anteriores e pagas recentemente. Embora o processo de apresentação de emendas seja legal, críticas recaem sobre o critério de liberação dos recursos pelo Executivo, frequentemente condicionado ao apoio legislativo para a aprovação de projetos.
