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Mais um PM é preso suspeito de estuprar indígena em delegacia no AM; já são 5 presos e um foragido

Prisão foi realizada no município de Tabatinga e faz parte do cumprimento dos mandados expedidos pelo Ministério Público do Amazonas, em conjunto com a Polícia Militar do Amazonas.

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Um dos suspeitos de estuprar a indígena que foi preso em Santo Antônio do Iça, no sábado (26). — Foto: Divulgação
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Mais um policial militar foi preso por envolvimento no caso de estupro de uma mulher indígena da etnia Kokama, de 29 anos, ocorrido entre novembro de 2022 e agosto de 2023, enquanto a vítima estava presa na delegacia de Santo Antônio do Içá, no interior do Amazonas. Com essa nova prisão, o número de detidos sobe para cinco, faltando apenas um policial militar para que todos os mandados sejam cumpridos.

g1 questionou a PM se o suspeito foragido é o mesmo que participa de uma operação no interior, mas até a última atualização desta reportagem não houve retorno.

A prisão foi realizada no município de Tabatinga e faz parte do cumprimento dos mandados expedidos pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), em conjunto com a Polícia Militar do Amazonas (PMAM). As diligências continuam para que o último suspeito seja localizado e apresentado às autoridades competentes nas próximas horas.

As prisões dos envolvidos ocorreram em diferentes municípios. Veja:

  • Tabatinga: 2 policiais militares;
  • Manaus: 1 policial militar;
  • Santo Antônio do Içá: 1 policial militar e 1 guarda municipal.

Em nota oficial, a Polícia Militar do Amazonas informou que tem atuado ativamente na resolução do caso e que está colaborando com as investigações conduzidas pelo MPAM e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

A corporação destacou que procedimentos administrativos internos foram abertos para apurar as denúncias, e que os agentes suspeitos foram afastados das atividades de rua, além de terem suas armas funcionais recolhidas.

A PMAM afirmou ainda que repudia qualquer ato fora da legalidade, não compactua com a violência relatada pela vítima e segue colaborando com as investigações para esclarecer os fatos.

Os suspeitos são investigados por crimes como estupro de vulnerável, estupro qualificado e tortura, cometidos enquanto a vítima estava presa em condições degradantes dentro da delegacia.

O processo está em segredo de Justiça para resguardar a vítima e assegurar que as investigações avancem sem interferência dos envolvidos. Segundo o MP, a medida tem como objetivo proteger a vítima, evitar interferências nas investigações e garantir a ordem pública.

De acordo com o MP, os abusos ocorriam durante a noite e, por diversas vezes, foram praticados de forma coletiva. A vítima estava acompanhada do filho recém-nascido, que presenciou os atos, o que agrava ainda mais o caso.

Em depoimento prestado a promotores na sexta-feira, a vítima relatou ter sido submetida a humilhações, constrangimentos e abusos sexuais por parte dos agentes, sem qualquer assistência médica, psicológica ou jurídica.

O MP também informou que, mesmo após a transferência da mulher para o presídio feminino de Manaus, parte dos policiais foi até a casa da mãe dela, em Santo Antônio do Içá, com o objetivo de intimidar a família e silenciar a vítima.

A Promotoria apontou ainda que os suspeitos continuam em liberdade e exercendo funções públicas, o que representa risco à instrução penal e à segurança da vítima e da sociedade, já que permanecem armados e com poder de autoridade.

Nos pedidos feito a Justiça, o MP também requer o afastamento dos investigados das funções públicas e a suspensão do porte de arma.

Fonte: g1 AM

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