POLÍCIA
Adolescentes mortos em carro de aplicativo eram investigados por crimes graves, aponta polícia
Renan da Costa, de 16 anos, e Wesley Gabriel, de 17, tinham extensa ficha criminal; dupla foi executada na madrugada desta quarta-feira (20), no bairro Jorge Teixeira, em Manaus
Investigações sobre a morte dos adolescentes Renan da Costa Oliveira, 16 anos, e Wesley Gabriel Vasques da Costa, 17, mortos a tiros na madrugada desta quarta-feira (20), apontaram que ambos eram considerados criminosos de alta periculosidade e possuíam extensa ficha criminal.
Wesley respondia a oito processos criminais, entre eles três por roubo, um por tráfico de drogas, um por associação para o tráfico, um por receptação, um por porte e posse ilegal de arma de fogo e outro por vias de fato.
Já Renan, apontado pela polícia como o mais perigoso, era investigado por crimes de roubo, caracterizado como assalto à mão armada, associação criminosa, porte e posse ilegal de arma de fogo e homicídio qualificado.
De acordo com as apurações, o crime ocorreu por volta das 2h45, na rua 13, bairro Monte Sião, Jorge Teixeira, zona Leste de Manaus. Policiais militares foram acionados e, inicialmente, acreditaram que se tratava de confronto entre facções.
Ao chegarem ao local, os policiais viram suspeitos fugindo e encontraram as vítimas já mortas dentro de um veículo de aplicativo, um Onix branco de placa QZG-5D78.
Segundo informações repassadas pela irmã de uma das vítimas, os adolescentes teriam sido convidados por duas garotas para participar de uma festa e beber cerveja na rua 13, no bairro Val Paraíso. Para chegar até o local, chamaram um carro por aplicativo. No entanto, ao desembarcarem, foram surpreendidos por criminosos armados ainda não identificados, que mandaram o motorista sair do veículo e executaram os dois jovens.
O motorista do aplicativo relatou à polícia que, ao perceber a chegada dos pistoleiros, tentou arrancar com o carro, mas foi impedido sob ameaça. Em seguida, foi obrigado a sair do veículo e ouviu os disparos contra os passageiros.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Fonte: A Crítica
