ESPORTES
Danilo diz que Neymar pode desequilibrar, mas alerta: ‘precisamos lidar com a realidade’
Lateral disse que o atacante pode fazer a diferença mesmo atuando pouco
O lateral Danilo afirmou nesta quarta-feira, 17, em entrevista coletiva, que a presença de Neymar na Seleção Brasileira pode contribuir nas partidas da Copa do Mundo, mas admitiu que é necessário entender o cenário real sobre o estado do atacante.
Ontem, Neymar fez seu primeiro treino em campo desde que o elenco brasileiro chegou aos Estados Unidos, no dia 3 de junho, e hoje ele foi filmado pela imprensa pela primeira vez no gramado. No entanto, o atacante santista ainda não participa das atividades com o grupo, fazendo exercícios físicos e com bola individualmente. Sua estreia só deve ocorrer contra a Escócia, no dia 24, ou já na fase de mata-mata.
“Falar sobre o Neymar é chover no molhado. Mas a gente precisa lidar com a realidade. A gente espera que ele esteja bem fisicamente e possa dar a sua contribuição, que seja com 10 minutos, 20, meia hora. A qualidade dele já foi provada por onde passou”, disse o defensor do Flamengo.
“Eu falo muito com os jogadores sobre os adversários, quem enfrentamos, e chegamos sempre à conclusão que se você joga contra algum jogador como o Neymar atuando do seu lado do campo, tem muito mais tensão e você precisa pedir ajuda [na marcação]. Por isso, quando ele está em campo, ele pode desequilibrar tudo o que o adversário possa ter preparado.”
Copa ‘não é só alegria’
Danilo deu uma entrevista bastante consciente, e pediu clareza e realidade não só ao falar de Neymar, mas da Seleção como um todo. O lateral reconheceu que o primeiro tempo da estreia contra o Marrocos foi muito ruim, e avisou: não se pode ter um primeiro tempo todo ruim em todos os jogos da Copa.
“Temos que ser claros. A melhor forma de crescer é encarar com realidade e clareza, e isso estamos fazendo muito bem. Foi um primeiro tempo completamente aquém das nossas possibilidades. Penso que a gente teve a oportunidade da vida de voltar ao jogo, empatar e não ter um resultado que poderia ter uma influência psicológica dentro do grupo”, declarou, lembrando que o ciclo pré-Copa do Mundo foi muito bagunçado dentro do Brasil. A CBF (Confederação Brasileira) trocou de presidentes, e a própria Seleção teve quatro técnicos diferentes.
“A criação de uma identidade, as trocas constantes e tudo que aconteceu tiveram influência em tudo que aconteceu. Como falei depois do amistoso contra a França, não temos a maturidade que a equipe da França tem hoje, ou a própria Argentina. O que não quer dizer que não possamos fazer um bom papel. Mas nossas ferramentas têm que ser diferentes para encarar um pouco esse jogo. Talvez fazer marcação mais baixa, aceitar que o comando possa ser adversário. Isso pra mim é maturidade. Na hora que eles derem uma brecha, nós vamos fazer o gol”, afirmou.
“A gente tem esse entendimento de que vamos sofrer, vamos desenvolver espírito de sacrifício e quando tiver oportunidade, colocar bola para dentro. (…) Eu falo: isso não é só alegria. É esforço, sacrifício, resiliência. Alegria é depois do jogo.”
Fonte: Portal Terra
