AMAZONAS
PT do Amazonas continua dividido e tem ala que apoia até o candidato de Bolsonaro no segundo turno
O PT do Amazonas segue dividido depois do primeiro turno da eleição presidencial. Depois do desempenho pífio nas urnas, quando não conseguiu reeleger o deputado federal Zé Ricardo e reelegeu apenas seu presidente regional, Sinésio Campos. Apesar da aliança com o senador Eduardo Braga (MDB), a maioria do partido não fez campanha para ele. Alguns apoiaram o ex-governador Amazonino Mendes (Cidadania), outros ficaram absolutamente independentes, sem pedir votos para nenhum majoritário, e ainda houve um grupo, liderado pelo sindicalista Valdemir Santana e pelo vereador Sassá da Construção Civil, engajado na campanha do governador Wilson Lima (União Brasil).
No segundo turno, mesmo com Lima declarando voto e apoio para o presidente Jair Bolsonaro (PL), as alas que acompanharam o governador no primeiro turno se mantêm ao lado dele. E o restante do partido, à exceção da candidata a vice-governadora Anne Moura e de uma pequena ala comandada pelo ex-senador João Pedro Gonçalves, mantém um silêncio ensurdecedor.
O próprio Sinésio fez parte da bancada de apoio a Lima na Assembleia Legislativa em vários momentos. Na campanha estadual, entretanto, obedeceu a decisão da Executiva Nacional e esteve ao lado de Eduardo.
Historicamente o PT do Amazonas é dividido e tem alas antagônicas. O melhor momento do partido foi em 1998, quando o pesquisador Marcos Barros por pouco não foi eleito senador em dobradinha com Eduardo, que disputava o Governo com apoio do partido. Em 2017 Zé Ricardo chegou a ser o terceiro colocado na disputa pelo Governo do Estado em eleição suplementar. Nas outras vezes em que disputou cargos majoritários ele não teve os companheiros coesos em torno de si. De resto, o que se viu em eleições locais foi uma legenda desunida, sem coesão. Os petistas amazonenses só se unem para fazer campanha a seus candidatos a presidente. No Estado os interesses divergem e as negociação são fracionadas.
Será assim mais uma vez este ano e nada indica que mude nas próximas eleições.
Fonte: Blog do Hiel Levy
